LUIZ GERALDO MAZZA
Vasos comunicantes
O Tribunal de Contas é o campeão dos paradoxos: seus integrantes se mantêm em atividade política (vide o caso de Hermas Brandão ainda influindo na montagem da chapa de Beto Richa, isso sem falar nos outros que protegem filhos como candidatos) e isso é tão visível que o atual chefe da Casa Civil, Iatauro, jamais abandonou o engajamento, quando conselheiro. Estão mais preparados para a interferência política do que na função de zeladores da contabilidade pública. Por sinal que o coordenador da Escola de Gestão do TC, Gerson Luiz Koch, foi enquadrado pelo conselheiro Fernando Guimarães obrigando-o a prestar contas da Agência para o Desenvolvimento do Ensino Técnico do Paraná, Paranatec. A sua condição de vaso comunicante da Assembléia Legislativa está na tolerência recíproca, tal qual se vê no acerto das promoções irregulares do seu corpo funcional, fulminadas judicialmente, mas restauradas politicamente.
Julgados
A investidura do procurador-geral do município, Ivan Bonilha, na Prefeitura da Capital está baseada em decisões, uma genérica do STF sobre autonomia e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, essa mais específica, que apreciou caso correlato em Porto Alegre. O ritual da sucessão é tolerado pela transitoriedade. Quando assessor do presidente do Tribunal de Contas, Nestor Baptista, Bonilha fulminou em parecer que não é regular a relação pactual entre a Prefeitura e a Consilux nos negócios dos radares eletrônicos.
Carência
A escolinha sem o Requião verdadeiro é como o filme King Kong sem o macaco, Moby Dick sem o capitão Ahab. Está mais para o Santiago voltando do mar alto com os restos do marlim em ''O Velho e o Mar''. Aliás o marlim perdeu muito a sua aura mística depois que um banhista pegou um na praia de Matinhos ao ser bicado pelo troféu.
Ministério Público
Quando o MP federal (o estadual é meio devagar) pega no pé do governador ele chia, mas o aplaude no momento em que enquadra Lerner e sua equipe. Aliás há ainda em andamento aquele procedimento que enquadra os deputados Nereu Moura e Luiz Claudio Romanelli no caso da doméstica do governador, tão fantasma quanto o primo do Beto Richa e a sogra do seu ex-chefe de gabinete. Por essa e por outras é que o Justus Verissimus não quer a PEC da transparência.
Folclore
Nem sempre a vontade do eleitor mais forte prevalece: Requião quis o Stênio Jacob na vice de Maurício Fruet (e que perderia de Lerner) e acabou perdendo para José Maria Correa em convenção do PMDB. Esse fato é lembrado agora quando a turma do Luciano Ducci se acha imbatível por imposição do prefeito. Basta que o Gustavo Fruet ponha a campanha na rua e tudo muda. É o que pensam e pesa ainda o fato de aliados da solução estarem sob processo.
BRDE
Nomeados no BRDE Airton Pisseti e o presidente do Ipardes, José Moraes Neto.





