LUIZ GERALDO MAZZA
O inimigo visível
Há um texto de Maquiavel sobre a consequência da demora do diagnóstico da tísica, a peste branca, a tuberculose e que quando é descoberta há muito pouco a fazer. Assim se dá, especialmente num momento de euforia de consumo, como o que vivemos e que leva o Ibope de Lula às estrelas, com os sinais da inflação até aqui ainda insuficiente para furar essa ''bolha artificial'' de euforia e que levou ainda assanhados dirigentes da Fiesp a fazer aquela imagem do atleta Vanderlei Correia de Lima contido pelo religioso quando liderava a maratona como reação ao ato responsável do Banco Central aumentando os juros.
Está em tudo a inflação no custo dos alimentos, na área de serviços (ontem a corrida em táxi subiu em Curitiba) e as acrobacias que o governo faz para mascará-la e sustentar o oba-oba estão visíveis no não repasse da elevação dos derivados de petróleo na bomba de gasolina. O único setor confiável é o Banco Central, hoje com uma autonomia também de conveniência se o Brasil passar a agir como a Argentina e a recriar tabelamentos e fiscais do Sarney.
Jurisprudência
A professora aposentada que dirigiu oito quilômetros na contramão em São Paulo alegou que o fez por não ter dinheiro para pagar o pedágio. Assenta-se numa sustentação jurídica absurda, mas menos horrenda do que a do Romanelli.
Mais confusão
As intervenções da Urbs na circulação em Curitiba são atrozes: agora pessoas físicas e jurídicas estão autorizadas a vender os carnês e cartões do Estar (o estacionamento regulamentado) o que vai expor o meio-de-campo a fraudes como as anteriores havidas com as moedas e vales do transporte coletivo, cujo prejuízo jamais foi revelado. Há deságios conforme a quantidade de carnês comprados. O Estar está superado há muito tempo e é antieconômico, dado o seu custo operacional.
Cabeça
Estudioso de matéria comportamental sobre a cabeça do brasileiro inclusive na condição de eleitor, o escritor Carlos Alberto de Almeida deve estar na Capital no início de junho. Em reunião promovida pelo deputado Gustavo Fruet haverá encontro com jornalistas.
Folclore
Aí o governador Moisés Lupion perguntou ao prefeitão como ia à zona. É claro que queria referir-se ao desempenho econômico da região. Aí o prefeito chiou: ''estava uma beleza até que o padre começou a fazer campanha contra''. Na fase mais aguda da cafeicultura o nível da economia estava expresso nesse dado e até exportávamos ''know how'' como a Laura que saiu de Londrina para lançar em São Paulo o La Licorne.
Manchete
''Violada no auditório.'' Essa a manchete de jornal populacheiro do Rio após o cantor Sérgio Ricardo ter lançado o violão contra os que o vaiavam num dos festivais de música da Record. Houve também aquela ''Cachorro fez mal à moça'' e que se referia no texto a um cachorro quente estragado. Mais recente a do ''Hora do Povo'' de São Paulo: ''Oposição apressa o fim da CPI para livrar o rabo de Alvaro Dias''.





