LUIZ GERALDO MAZZA
Analistas convergentes
Alguns se irritaram quando comparei o analista político ao coprologista, aquele especialista em análises clínicas de matéria fecal. Para um deles achar ovos de parasitas num desses exames tem, às vezes, a mesma vibração do garimpeiro quando encontra um diamante, ou também o encontro da pérola na ostra.
A política, tanto a nacional como a regional, padece dessa pobreza e por isso mesmo cheira tão mal, até porque é mais coprológica do que lógica.
Pleonástico
Redundância é o cara sacanear ao mesmo tempo em que escaneia.
Festa
É bem possível que na ''escolinha'' Requião se veja obrigado a elogiar o Ministério Público, que tem atacado, e a própria Justiça Federal pela condenação do Giovani Gionédis por gestão fraudulenta no Banestado. Antes que o bumerangue se volte, outra vez, contra ele.
Vitimalismo
É insuportável ouvir a catilinária do Romanelli se fazendo passar de vítima na molecagem do pedágio: é mais um sinal de ditadura essa inimputabilidade dos áulicos. Falta-nos um Marco Túlio Cícero para dizer ''quosque tandem abuttere patientia nostra, Romanus?''. Até quando abusará de nossa paciência, Roma? O Rossoni não fica bem no papel. Só boa vontade não basta.
Vice bom
Único vice bom é o da política. No futebol ninguém o aceita. Dá para sabê-lo ouvindo um atleticano do Paraná ou botafoguense do Rio. Por essa razão é que o pessoal do PSDB está de olho no vice do Beto Richa porque o mínimo que se exige dessa figura é que some votos e não apenas áreas de influência.
Folclore
Atleticanos, inconformados com a perda do título e com as decisões do Mario Celso Petraglia, acham que o clube vai seguir, mais ou menos, a trilha do Vasco da Gama. Do clube, não do navegante. Nem o Eurico Miranda aceitaria ser comparado ao Petraglia e muito menos esse em relação aquele.
Vandalismo
O que acontece em Atletiba, e se deu novamente em termos de vandalismo, mostra a inocuidade da campanha movida pela prefeitura da Capital. Houve nos dois jogos (ataques a ônibus e bens públicos) R$ 20 mil de prejuízo, segundo o levantamento feito. Óbvio que o bem depredado é patrimônio de todos, mas isso é um discurso educativo e o abuso está reclamando repressão e o exame do fim das torcidas organizadas.
Análise
Nos governos ditatoriais em lugar do analista prevalece o avalista.
Classes
Num momento em que se destaca o poder de consumo das classes ''D'' e ''E'' a Polícia descobre que a rapaziada da classe média alta está empenhada em ações de sequestro, mais ou menos aquilo que se viu no Rio com tráfico de drogas.





