A nada suave amnésia
Paranaguá e o Paraná deveriam hoje celebrar o centenário do primeiro recital de Villa-Lobos. Nada fizeram. Não importa: nós temos mais de 500 anos, em termos nacionais, de amnésia. Enquanto nossos agentes culturais fazem pose há esse tipo de omissão. Imperdoável. Para dizer o mínimo de tanta calhordice.
Também contribuo para essa falta de memória. Afinal, o meu avô materno, Randolpho Gomes Veiga, em cuja casa nasci e nela morei até 1940, era amicíssimo e também companheiro de serestas do maestro. E, segundo a história, foi ele quem acertou o emprego do músico na firma Alberto Veiga. Estava, portanto, perto de uma fonte e não soube aproveitá-la. Outro detalhe surpreendente e que captei ao ver a lista do músicos que participaram do espetáculo no Teatro Santa Celina foi a de estar ali, em 2008, na condição de segundo violino, Gustavo Milício, avô do meu genro, Valdir Oripka Milício. Somos, portanto, todos culpados dessa síndrome que tanto nos prejudica. E há lá outro músico, Henrique Alves dos Santos, que tem o nome de um tio meu. Portanto omissão em série e para a qual não há remissão.

T grande
Para que o PT volte a ter a mística que o levou ao poder há uma solução bem semiológica, semiótica, a de fazer a sigla com um p pequeno e um T grande. Isso significaria aquilo que desapareceu, o tesão, que o levava à frente.
Antes o Carlito Maia sacou o oPTei. Essa é minha, não petista, mas que gostava daquele PT fora do poder e das mordomias e mensalões, um indignado permanente. Que tinha entre suas tonalidades afetivas até o socialismo e da qual os militantes se recordam com algum constrangimento.

Guaratuba
Um acórdão de quase 4 páginas do Diário Oficial do Tribunal de Contas de 18 de abril ferra os prefeitos de Guaratuba, o anterior José Ananias e o atual, Miguel Jamur, que era o vice, e encaminha os autos, pedindo devolução de grana, para o Ministério Público estadual.

Zelo zero
Não havendo interessados nas licitações do metrô e da Rua 24 Horas percebe-se que a nossa Prefeitura de Curitiba já não é a mesma. Imagine-se se aqui fosse possível devassas como as ocorridas em Londrina e que derrubaram Belinati. Seria o Juízo Final ou, no mínimo, o juízo afinal, o que seria de bom tamanho.

Folclore
Passarinho acabou com o time do Coritiba jogando pelo Apucarana nos 3 a 0 em pleno Couto Pereira. Depois foi para os coxas no ciclo áureo e jogando contra o Seleto em Paranaguá levou um carrinho do lateral Alcione e ficou rolando no gramado. Como demorava para recuperar-se, a torcida que a princípio aplaudia o agressor passou a preocupar-se e ficou em silêncio cortado por uma vozinha estridente e cantada de um torcedor parnanguara: ''Assopra o c. dele que ele levanta!'' Afinal, era o remédio da infância para passarinho abatido.

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