Cartões amarelos

O governo recebeu em menos de 24 horas dois cartões amarelos: o primeiro na questão da licitação de publicidade, o segundo mais grave - e da instância superior - dando cinco dias para explicar-se sobre cartões corporativos. Dá para imaginar a tremedeira. Só que o despacho do desembargador Rosene Arão de Cristo Pereira repete frases inteiras de ato anterior e que por seu conteúdo político (analogia com chavismo venezuelano quando Requião está mais para o Chavez da TV mexicana) oferece razões ao impugnado para mostrar-se vítima de ser de esquerda (a populista e bufa, claro). O importante, no entanto, é abrir essa caixa-preta quando tanto se arroga de ser transparente. Trasparente sim.

Peripatética

Aconselha-se o prefeito Beto Richa a seguir Aristóteles que, com as artes da peripatética, ensinava a pessoa a raciocinar andando: é que anteontem o nosso burgomestre, ao passear pelo centro, andou tropeçando no calçamento irregular e pediu explicações ao Omar Ackel, da Freguesia da Matriz. Enquanto a cidade tremia sob a ação do terremoto, os assessores do prefeito se acreditavam num abismo, provocado num cismo de 7 pontos na escala Richa. Frescura no calor até que ajuda.

Dedão

A ida do ex-diretor-técnico do Porto Leopoldo de Castro Campos à Assembléia Legislativa vai ser produtiva: ele fez, quando estava no posto, denúncias graves sobre o Terminal de Fertilizantes, envolvendo a Rocha Top e a Catedral; falhas na licitação e execução do Silão Público pela CTO que tocou o Terminal de Álcool com materiais inadequados e de baixa qualidade; mostrou que o projeto de dragagem beneficiaria o Terminal de Contêineres; falou de afanos e chunchos de diretores, ''venda'' de influência. E disse mais: que o novo diretor de Antonina foi coordenador da campanha de Osmar Dias.

Desastres

O tremor de terra em São Paulo e captado igualmente em Curitiba derruba um dos mitos ufanistas sobre o Brasil. Estamos no ''ranking'' dos desastres naturais como enchentes, estiagens, deslizamentos de encostas e também dos raios.

Folclore

O fotógrafo se aproxima de um grupo de parlamentares para um clic e Maurício Fruet pede-lhe que, por favor, lhe corrija as ''olheiras'', a bolsa de gordura embaixo dos olhos. O cara entende mal e lhe reduz as orelhas. Essa quem contou foi o Ratinho pai.

Mestres
A mobilização dos professores é ritualística. Nenhuma categoria, pública ou privada, tem sua capacidade de articulação. Além do mais, contratam o Dieese para suas sortidas e aquele instituto abstrai as demais categorias para justificar as demandas. Professor sempre vai ganhar mal por ser um agrupamento numeroso e isso o obriga a mostrar-se mais forte. O governo faz o generoso com o salário mínimo regional porque não é ele que paga.

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