LUIZ GERALDO MAZZA
Batalha dos terminais
O governo estadual sempre fez tudo para dificultar a integração do sistema de transportes urbanos. Para adotá-la, no primeiro Governo Requião, Lerner teve que ir ao Judiciário. Várias tentativas de sabotagem ocorreram como a que impediu, por algum tempo, o reajuste necessário nas tarifas da área integrada. Agora a briga é por terminais de Colombo com os dois lados irredutíveis, mais combustível para as campanhas eleitorais. Esclareça-se que a Prefeitura não é santinha nesse tema, também se liga numa provocação.
Batalha de terminais se sabe como começa, jamais como termina.
Intimidação por método
O governo deve ter problemas delicados com a PM. Caso contrário não enunciaria o óbvio da criação da tal Corregedoria, que deveria existir para apuração de problemas na área administrativa e também não faria alarde de dar cobertura jurídica a milicianos citados injustamente pela mídia. Ora, esse direito, que se inicia com o exercício da resposta, tem continuidade no óbvio poder de representar contra o ofensor em qualquer circunstância. É um dos múltiplos meios de intimidação e que se funda na identificação do governador com os regimes liberticidas, como Bolívia e Venezuela, de um modo geral.
E intimidou também a Procuradoria Geral do Estado ao criticar a ex-titular como se não fosse ele o indutor de todas ações temerárias adotadas.
Um século de amnésia
Até agora nem o governo estadual muito menos o municipal de Paranaguá tomaram qualquer iniciativa para celebrar o centenário do primeiro recital de Heitor Villa-Lobos na cidade litorânea a 26 de abril de 1908 no Teatro Santa Celina.
Portuárias
O governo minimiza a crise nos portos confiando na maioria parlamentar, como se viu ontem outra vez. Só cai na real se um navio atolar na baía e dificultar ainda mais as operações. A pedagogia da redução de calado é insuficiente.
Dubiedade
Lula disse que não, mas o chanceler sugeriu que vai haver um reajuste na energia de Itaipu vendida pelo Paraguai ao Brasil. A malemolência com as expropriações na Bolívia explica a ambiguidade. Somos reféns de países tomados pelo populismo radical e com isso lá se vai a nossa liderança continental.
Folclore
Requião quer Pisseti nas eleições para garantir a vitória de Barack Obama, como aconteceu no Paraguai. É o Paraná internacional, a bravata ecumênica. Imaginem se estivéssemos na Guerra Civil espanhola, lá iria o grupo expedicionário para defender os republicanos, o que não praticam por aqui. Lembram mais o Franco.
Audiência
Qual das tevês tem mais ou menos audiência: a Educativa ou da Assembléia? Essa quando trata de temas documentais ganha fácil.





