LUIZ GERALDO MAZZA
Primeiro turno
Só dá primeiro turno se Rubens Bueno e Ratinho Júnior desertarem. Se Rubens ficar em quarto lugar, nem a Maria Bueno, que não é sua parente, o salva e lá se vai um bom eleitor. Pipocando, também arrasta o PPS.
Valérioduto
Fernando Ghignone, do Estado Maior de Beto Richa, rapou a melena e está com um jeito de Marcos Valério. Só na aparência, é claro.
Desequilíbrio
Na visão de especialistas, um dos fatores que desequilibrará as eleições está na internet e nos blogs, ainda mais com a liberação das enquetes, o que permitirá abusos de testemunhais na campanha.
Repeteco
Em ''Os dezoito brumário de Luis Napoleão'', Marx diz, pretendendo corrigir Hegel, que a história se dá como tragédia e se repete como farsa. A derrota de Rafael Iatauro na eleição da Federação de Futebol, por 64 a 15, mostra ainda que as lições do passado não foram levadas em conta quando os políticos tentaram, sempre com objetivos moralizantes, chegar na área da bola. E sob uma liderança bem melhor do que a de Requião, que era Ney Braga, este sim um transformador de verdade.
Gol contra
Requião fez um gol contra e de bico. Vitoriosos dançaram o ''creo''.
Folclore
Carlos Lacerda está em Paris explicando a ''revolução'' de 1964. Aí um jornalista estranha que não tenha havido sangue. Resposta do corvo, de bate pronto: ''É como lua-de-mel na Europa que há muito não tem sangue''.
No ministério
Semana que vem, dada a gravidade da situação do Porto de Paranaguá, o deputado federal Eduardo Sciarra vai à secretaria do Ministério para pedir providências já antecipadas pela Antaq, Agência Nacional de Transportes Aquaviários, sobre o ponto de estrangulamento, representado pelos nossos terminais. Um dos dados relevantes é que o governo federal investiu em dezenas de portos, muitos deles sem a importância do nosso, e nos esnobou.
Opção
Aqui preferimos o conflito a qualquer solução. Como no caso do Cais Oeste que a União iria fazer de graça no porto de Paranaguá e o governo não deixou.
Mellocracia
No Diário Oficial a exoneração de uma Ruth Helena Mello e Silva, da Casa Civil. Obviamente não era parente e caso fosse provavelmente não sairia.
Segredo
Dizem que nas tropelias da secretaria da Fazenda e que determinaram mudanças há uma história de arroz com feijão que beneficiava um servidor nas gôndolas dos supermercados. Alô, alô Realengo, aquele abraço.





