LUIZ GERALDO MAZZA
Esperar a tragédia
Para que alguma providência seja tomada com relação aos portos, como não dá para imaginar a lucidez ministerial, mais do que informada sobre o assunto com os prejuízos diários de mais de um milhão de dólares, só se pode esperar o pior: o acidente, a tragédia, o navio encalhado.
Único organismo capaz de tratar do assunto com o ''distanciamento técnico'' necessário, resta à Marinha de Guerra cumprir o que prometeu interditando o terminal à navegação já que não há sinais de que ocorra, com um mínimo de regularidade, a dragagem do Canal da Galheta. Exigi-la, por via judicial, como deseja a oposição, é ir por um itinerário de tanto risco quanto o de navegar um canal que deveria ter 300 metros foi reduzido para 200 e neste momento está com apenas 100.
Resposta
O deputado Jocelito Canto me elogiou e se isso não fosse um plágio de Jaime Lerner pediria o direito de resposta.
Um século
Carneiro Neto compila documentos para contar os cem anos do futebol paranaense e de forma romanceada.
Fantasmas perfumados
Já expliquei que é impossível Curitiba institucionalmente funcionar como Londrina, vacinada contra o cartorialismo e o parenteralismo. Basta mostrar o tipo de fantasma da Câmara Municipal da Capital para entendê-lo: o que tem de gente da alta sociedade, inclusive veteranos, como fantasma, é de espantar.
Atomística
Requião chamou a imprensa de ignorante por sugerir que há crise financeira na Cohapar. E tanto há que foi necessária de Estado Maior para interpretar o que lá ocorre. Na escolinha, o governador falou que os recursos eram atomizados, um ato falho ligado à fissão nuclear.
Folclore
Na mesa redonda de futebol todos os componentes sugerem que houve um pênalti a favor do Coritiba que o juiz não deu. Perguntam ao atacante Basílio se foi ou não. Suspense. Basílio responde: ''Não foi eu se joguei''.
Jocosidade
Rosane Ferreira, deputada do PV, forte candidata a prefeita de Araucária, não está nem aí para brincadeira: entregou no plenário uma confidência do Romanelli, enquanto este, nervoso, dizia que aquilo era uma pegadinha.
Usinas
Depois do bloqueio às usinas de baixa queda, o governo retoma o interesse e pretende que a Copel tenha 51% dos investimentos com o setor privado. Quebra uma das linhas mestras da estratégia que visava atrair o capital privado. A Copel ainda tem mais quatro de porte no Tibagi e a reserva do Piquiri. E aí se esgota o ciclo hicdrelétrico.





