LUIZ GERALDO MAZZA
Tirania, o lado bom
Há um lado bom no autoritarismo: instituições, como as pessoas, degradam, sofrem a fadiga do material, o estresse. Daí a necessidade de serem, por vezes, provocadas. É o que está se dando aqui no Paraná: a mídia, chamada de canalha e habituada a cortejar o Poder, reagiu e está melhor. O Ministério Público, achincalhado pelo governo com a adesão servil do Legislativo, reagiu em defesa de sua autonomia e prerrogativas. Às vezes, em menos de um ano vive-se, institucionalmente, todo o tempo dos milicos na opressão.
Nietzsche lecionava: ''Prejudicamos nós, imoralistas, o Príncipe? Quanto mais os alvejamos, mais se tornam firmes no trono. Conclusão: é necessário, vital, disparar contra a moral''. O silogismo serve ao opressor e ao oprimido.
Tesouro
Agora o pessoal sai à caça dos US$ 35 milhões dos traficantes colombianos e acha o tesouro, bem menor, do Pirata Zulmiro.
Dúvida
É mais fácil achar o tesouro ou emplacar a candidatura de Requião, desta vez para valer, à Presidência da República?
Dor de cabeça
Com recente decisão do STJ há dores de cabeça para o espólio dos Martinez e de sócios da TV Independência, hoje Record: trata-se de rumoroso processo em torno de mudanças societárias no qual há até a assinatura de um morto.
Multis
Depois da aquisição da Tritec pela Fiat, que já tocava aqui a montadora de máquinas agrícolas, anuncia-se uma série de protocolos de intenções com a Prefeitura de Curitiba. Dentre eles, um da Siemens Yoka.
Trocadalho
Se o Mauad deixou o Coritiba é porque algum mau (ele ou o Tonico Xavier) há. E se a Usina de Mauá sai é por que nenhum mal há?
Folclore
No meio da troca de agressões entre Requião e Quércia, uma das mais contundentes foi do ex-governador paulista: ''Ele é chamado de Maria Louca. Às vezes mais louca do que Maria, às vezes mais Maria do que louca''. Quando se reconciliaram foi a vez de Requião: ''Não me venham falar de Disque, Quércia, mas sim de Disque, Brasil; Disque, Salário; Disque, Soberania''. Políticos, de um modo geral, lembram o Odorico Paraguaçu, do Dias Gomes.
Mínimo
Ainda sem qualquer explicação técnica ou econométrica para o salário mínimo regional de R$ 548 no Paraná. É pura cortesia com chapéu alheio porque quem arca com ele é o setor privado e não o público.
Túlio
Túlio Vargas está ''encantado'', deixou-nos. Além da obra histórica, deixa um roteiro para a Academia de Letras no intercâmbio com academias regionais com o envolvimento do aparato universitário. É a unidade cultural em marcha.





