LUIZ GERALDO MAZZA
Raio-xis do TC
Findou ontem o prazo para habilitação de empresas especializadas em pesquisa de opinião pública para ver o grau de credibilidade do Tribunal de Contas em sua atuação de controle. Há grana do Banco Mundial para o trabalho.
Estatística
Negar o surto de violência no Paraná é como recusar a dengue no Rio com suas dezenas de mortos e de milhões em justificável paranóia.
Casual
Na mesma barbearia, à mesma hora, o governador Requião e seu séquito e o jornalista Celso Nascimento, seu hoje maior crítico. Ninguém, obviamente, ficou com os cabelos em pé. Surpreenderia se ocorresse com o Romanelli.
Exagero?
Há uma versão das pedagiadas que a didática do Romanelli teria originado mais de mil ''furões''. Se ele ensinar o pula-catraca nos ônibus, visto como ação ''revolucionária'' do PCdoB, vai irritar o Beto Richa, que fez das tarifas, como Lerner do pedágio, seu maior fundamento de ação, congelando-as.
Sucessão
Não se tem idéia ainda do que pode ocorrer com a sucessão de Beto Carrero (o Candido Gomes Chagas quer que a Penha passe a ter o nome do empresário) e agora, igualmente, com a CR Almeida, onde não eram pequenas as divergências de traço intrafamiliar. A maior loja de departamentos da América Latina, a de Hermes Macedo, desintegrou-se a partir de conflitos incontornáveis. E tivemos agora na Bahia os efeitos das disputas familiares em violência contra a viúva de Antonio Carlos Magalhães, um constrangimento pesado.
Folclore
Quando Alvaro Dias peitou Cecílio Almeida na questão de Segredo (no fim o Estado foi obrigado a indenizar o megaempresário) brigou contra ele em todos os fronts. Um dia ofereceu ao Esmaga, apelido do Alvino Cruz, figura popular de ''mordedor'' da Rua das Flores, duas notas de cem dólares para que entrasse na onda contra o governador. Esmaga fez um ar pensativo e falou em questão ética, o que deixou Cecílio estupefato.
- Mas que ética, Esmaga?
- É que o governador também me ''arma''.
Explode
Requião disse que a Usina de Gás de Araucária iria explodir e acabou levando a briga a uma corte de Paris com a multinacional El Paso. A usina funcionava e continua funcionando perfeitamente e o governo, majoritário na empresa depois que pagou uma fortuna para a transnacional, acabou cedendo-a à sua consócia Petrobras em arrendamento. Dizem que uma das obras que pode virar uma bomba, no mais estrito sentido do termo, é o Terminal de Álcool em Paranaguá.





