LUIZ GERALDO MAZZA
Nada cartesiano
Se você pode ganhar uma polêmica e com isso ficar no palanque a troco de que buscar o caminho mais curto da simplificação? É o estilo compulsivo de quem nos governa aplicado no Porto e nas relações contratuais. Perde todas, mas mantém o tom triunfalista e de justiceiro, aureolado pelo aplauso da claque, que parece anestesiá-lo. No caso do terminal usa o recurso ideológico de falar em porto público quando a Lei 8.630, que os modernizou, é privatizante.
Ro-Ro
Uma espécie de pingue-pongue oratorial todos os dias entre líderes do governo e de oposição: a dupla Ro-Ro, Romanelli-Rossoni, troca talento, cada vez mais escasso, nas horas de votação, na TV Sinal. Deveriam botar ao fundo em homenagem aos dois a Ângela Ro-Ro.
Calma
No fim de semana quem esteve em Curitiba foi o desembargador Lipmann, aquele que tenta enquadrar a TV Educativa na lei. Cercado de muitos advogados e também de procuradores, esbanjava calma, até porque não comentava a sua decisão.
Pela Arena
Requião está no Rio e deve ajudar a missão de Mario Celso Petraglia de trazer jogos da Copa de 2014 na Arena em audiência com Ricardo Teixeira. Só não vão me detonar a praça Afonso Botelho para criar o estacionamento subterrâneo. No pacote de notícias, a candidatura de Rafael Iatauro na Federação de Futebol. Depois que a Justiça tirou o ferrão da vespa, a agenda se tornou positiva. O que é bom para ele e os demais, todos nós.
Folclore
Danilo Côrtes, jornalista, conta que Ney Braga, seu parente, ficou bastante impressionado com a empatia de José Richa, primeiro secretário e depois presidente da UPE, e que o convocou para o gabinete. Richa foi ''cria'' política de Ney, embora o divisor de águas de 1964 os tenha aparentemente afastado. Até porque quando Richa foi prefeito recebeu apoios federais como prefeito de Londrina, graças à essa aproximação.
Repique
Beto Richa é mais inteligente que Requião: ao criar a pasta Antidrogas gerou um problema para o governo estadual, quase o compelindo a apoiar as ações do novo órgão que ganhou respaldo do Ministério da Justiça.
Reincidência
Um poema do brasileiro Eduardo Alves da Costa, que homenageia Maiakoski, é atribuído pela segunda vez nos circulos do requianismo, ao poeta russo. A primeira foi na disputa com Martinez e agora num discurso do Romanelli. Essa tintura intelectual é sempre um risco. Havia uma mensagem que as rádios liam no fim do ano, de uma pieguice monumental, atribuída à secura do romancista argentino Jorge Luis Borges. Uma agressão.





