LUIZ GERALDO MAZZA
Monopólio ocioso
O único monopólio de Estado, comum a qualquer sistema, democrático ou ditatorial, republicano ou monárquico, é o da força, o poder de sanção para que as leis sejam respeitadas. No entanto, o governo brasileiro lança mão de saídas convenientes contra o álcool nas estradas e as armas de fogo por não confiar justamente na eficiência dos agentes da lei no cumprimento de seus deveres. Uma simples melhora na fiscalização no feriadão de Carnaval registrou números surpreendentes de motoristas alcoolizados devidamente autuados e postos fora de circulação. Como a sarna, basta começar a coçar que funciona.
FilosoVisa
Mais do que um impulso, uma filosofia rege o governo nos cartões corporativos: é a episteme ''Visa'', porque a vida é agora.
Lupa
Um vidro de aumento está sendo afixado nas contas da Urbs para saber do seu permanente desequilíbrio financeiro: os coletivos são mais força política do que econômica pela expressão exercida (313 milhões de pagantes ano passado mais uns 35% de isentos), quase R$ 600 milhões de receita. Das outras receitas, tirando os radares e as multas, o resto é deficitário ou de baixa expressão como o Estar (custo elevado, daí a mudança para raspadinha), lojas 24 horas (fechada e deficitária permanente) e as das ruas da Cidadania, bancas de jornal, mobiliário urbano, Shopping Capão Raso, Pavilhão Parque Barigui (lucro de R$ 1 milhão ano passado, o primeiro da história).
Pisseti
Declarações do secretário Airton Pisseti a jornais e rádios servirão de base para seu enquadramento pela Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público em função de suas viagens ao Paraguai sem a respectiva licença legislativa. As coisas não param aí, por causa dos desconfortos diplomáticos, pois senadores daquele país ratificam denúncias dessa intromissão indébita que atribuem ao governador paranaense em triangular com a Venezuela. A política de não intervenção em assuntos internos de outros países, princípio permanente da ação do Itamaraty, é claramente agredida.
Folclore
Paulo Pimentel, governador, vai à Celepar e seus cibernautas dizem que têm jogado xadrez com o computador e um deles narra detalhes de uma simulação em que se apurou em quantos dias uma astronave chegaria à lua. Paulo faz uma pergunta, tida como ingênua e prosaica, àqueles agentes da tecnologia: quando, afinal, a empresa faria as folhas de pagamento do Estado? Agora há notícias de que a Celepar têm dado respaldo a blogs ofensivos ao Judiciário. Mais pecado do que jogar palito (porrinha) com o computador.
Virtudes
Para ser bem visto no Brasil ou o cara é bom de bola ou quilombola.
Isonomia
Há muita semelhança nos rituais de Beto Richa e Requião: anti-republicanos nas mordomias e no nepotismo, favorecidos por ausência de oposição.





