Óia, OEA
Sentindo-se impotente, como alegou a Paulo Henrique Amorim, Requião promete acionar organismos internacionais na luta pela TV Educativa para que ela se mantenha a seu gosto. Embora seja fogo na canjica, o governador só vê essa saída porque o Judiciário é corporativo. Na primeira gestão de Requião, a OEA, por seu setor de direitos humanos, teve que ocupar-se do caso da morte do Teixeirinha, líder do MST, em represália ao linchamento de 3 PMs pelos sem-terra e o episódio foi condenado por aquele ''tribunal''.
Inadimplência
Entidades culturais e empreendedores da área repetem as escolas de samba: arrancar-lhes a prestação de contas em cima de financiamentos é um suplício de Tântalo. A Fundação Cultural de Curitiba anda atrás de 43 deles.
Sincronia
A mesma empresa que faz a limpeza do Tribunal de Contas e que mantém contratos sucessivos, embora não apresentando regularidade em situações fiscal e previdenciária, mantém desde 2005 negócio igual com a Prefeitura da Capital e que passou, com aditivo, a R$ 595 mil. Aqui vale tudo. Ela tem mais dois meses para apresentar documentos faltantes no TC. E na Prefeitura?
Desgaste
Um argumento forte contra novas sanções à TV Educativa é o desgaste que a questão provoca também no Judiciário. A OAB acha que os dois extrapolaram.
O problema é que há mais incendiários do que bombeiros.
Silêncio
O governador, quando pisa na bola, entra em recesso, diz o blogueiro Rogério Distefano. Semana que vem deve ir a Cuba como delegado bolivariano e pode ser que emocionado brinque de ''roda cotia'' com Chávez e sucedâneos menores. Há quem o veja como o bolivariano possível na próxima sucessão o que dará para compensar o acúmulo de vexames. Viajar na maionese também acalma.
Mais valia
Uma evidência real da mais-valia é o dispêndio com Justiça do Trabalho. A estrutura - advogados, DRT e justiça - leva a parte do leão. Bem mais elevada do que a cupidez dos patrões.
Folclore
Uma piada corrente no meio político: se o vice Orlando Pessuti assumisse o governo e fizesse acordos com os que mantêm demandas contra o Estado e vice-versa seria massacrado pelo titular na volta porque lhe teria cortado a razão política de viver. Mais ou menos o que a Jozélia Nogueira sugeriu.
Suspiro
Que saudades do Jaime Lerner. Não que merecesse tanto, mas pelo choque da realidade atual e que não gera um só fato concreto.
Clã
Requião, ao contrário de Ney Braga, não é clânico. Clã apenas da família, nunca do conjunto dos companheiros. Muitos deles com problemas na justiça federal estão preocupados com os transbordamentos, mas não ousam expor a situação, já que o interesse do chefe é a prioridade na ordem mussolinista.

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