LUIZ GERALDO MAZZA
Vitimalismo de novo
A decisão do desembargador do TRF da 4 Região que fixou restrições ao uso da TV Educativa para promoção pessoal do governador e ataques a adversários reais e imaginários bem como a instituições deu uma bandeira a quem já tentou várias e todas perdidas: pedágio, transgênicos e rescisões contratuais. Imaginem a ironia: vítima da censura. Inverte-se o foco real do problema, o fundamento do respeito aos outros, por uma suposta censura prévia. É o vitimalismo operando. Pergunta-se: alguma TV educativa age dessa forma? A da Venezuela e do Irã sim.
Vantagem
Pelo menos numa coisa os bolivarianos podem se orgulhar: tanto a Venezuela como a Bolívia são bem melhores que a Albânia como referencial e que chegou a ser apontada como farol da humanidade. São simétricos, porém, no atraso.
Catilinária
Se houver um pingo de talento nos políticos que respondem processos de infidelidade teremos um strip-tease da ditadura partidária, visível em casos como os de Requião e Rubens Bueno no PMDB e PPS e que alcança capilarmente as direções municipais. O caso de Doático, devoto sem voto, é exemplar. Uma outra evidência dessa ditadura está na deserção dos vereadores do PMDB.
Analogia
No blog do Rogério Distefano, um dos melhores saques sobre a decisão do TFR da 4 Região para que Requião se contenha: ''Esperar que ele assim aja é crer que a Gretchen pare de rebolar''.
Sem Petrobras
A intervenção de terceirizadas da Petrobras no transporte de convencionais do PMDB para aprovar o apoio ao petista Ângelo Vanhoni no pleito passado pegou muito mal e manchou a imagem da estatal. Espera-se que nem ela e muito menos a Itaipu, de onde a Gleisi Hoffmann é originária, pintem no pedaço. Samek impediu articulação sindical na binacional que pretendia, via internet, convocar pessoal para a campanha em Curitiba, censurando-a.
Folclore
A existência de R$ 30 milhões no orçamento para gastar com propaganda vai provocar uma situação inusitada nos que desejam a volta da subvenção, prática antiga da praça e de vários governos. Há quem lembre pela ansiedade aqueles filhotes de passarinhos à espera da minhoquinha com os biquinhos abertos.
Quem veta esse tipo de subordinação é o público alvo da informação.
Heráldica
A morte do primeiro exemplar de harpia gerado em cativeiro suscitou um velho problema de heráldica: a ave é a figura dominante do brasão do Paraná, que teve que retomar a sua configuração antiga por decisão judicial. Aqui, primeiro no Passeio Público e depois no Zoológico, se tentou a reprodução inutilmente da nossa ave-tótem e que se encontra em processo de extinção. Conservador mesmo em matéria de semiologia é o Beto Richa que restabeleceu o brasão heráldico.
Restrições
A juíza federal, embora achando que os abusos da escolinha deveriam originar o direito de resposta e sem censura, havia feito restrições severas às práticas adotadas.





