Dor-de-cotovelo
O governador sugere que o ex-presidente da Fiep, o Webber, então seu secretário de Indústria e Comércio, é quem trouxe a Renault ao Paraná e não o seu mais invejado adversário, Lerner. Faltou dizer que juntamente com Osmar Dias fez tudo para atrapalhar a vinda das montadoras que salvam o seu governo com bilhões de ICMS, juntamente com o Terminal de Contêineres que garante o desempenho do porto, obra também do antecessor. E o Museu Oscar Niemeyer é por acaso invenção de outro?

Chavismo
Augusto Franco, na ''Folha de S.Paulo'', ontem, diz que Lula não venceria eleição em São Bernardo, em São Paulo e muito menos no sul, ''talvez com exceção do Paraná, que só é governado pelo chavista Requião por concentrar a maior pobreza da região''. Uns acham que é elogio, outros nem tanto. Dentro em pouco Chávez estará fora de moda como polaina.

Sem notícia
Como Requião estava calmo, o noticiário é brando.

Nem padiola
O Hospital de Reabilitação, construído para ser um centro de excelência nos espaços da APR (Associação Paranaense de Reabilitação) há mais de um ano, não tem sequer padiola, quanto mais equipamentos e médicos. Governo que não se habilita dificilmente se reabilita.

Folclore
Dois líderes políticos da terra, um de cabelos em queda e outro grisalho, hoje adversários, viajam de Curitiba a Ponta Grossa e passam todo o tempo falando de um só e absorvente tema: marcas de xampu. O jornalista que os acompanhava ficou de cabelo arrepiado, dado o frescor da discussão. Após tanto xampu é preciso um condicionador, no caso um descondicionador mental.

Fidelidade
A justiça eleitoral criou um problema complexo para resolver ao indevidamente legislar ''supletivamente'' sobre fidelidade partidária. Ontem, o Tico Kuzma, ao defender-se, disse que o PPS traiu a sua doutrina ao aliar-se com a direita do então PFL. Em primeiro lugar é preciso saber se há algum partido fiel ao seu programa para, então, sabermos se há partidários fiéis aos partidos. E na hora das coligações é impossível qualquer fidelidade.

Nostalgia
Não dá pra suportar os ensaios e sociologices sobre 1968, que faz 40 anos e teima em não caducar. Se aguentar as vítimas de 1964 já é chatice, as de 68 aborrecem muito mais. Das vítimas de 69 pouco se fala por seu suposto viés anti-heróico: a queda do sofá e a fratura do crânio em plena euforia.

O hino
Além dos boleiros que precisam aprender a cantar o hino do Paraná, também na ''escolinha'' o pessoal do governo já está treinando. Greca sabe, a maioria finge com movimentos labiais.

Mistério
Até agora nenhuma explicação do Instituto Municipal de Turismo sobre gastos na promoção do ''réveillon'', que ninguém sabe e ninguém viu.

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