LUIZ GERALDO MAZZA
O apocalipse
Aparenta, mas não é o fim do mundo a queda da CPMF. Contém a fúria gastadeira da monarquia lulista. Da mesma forma que Chávez, derrotado no referendo, não se pode subestimar o governo brasileiro. Se a sociedade estiver à altura do gesto, a derrubada, ela terá meios de defender-se de outras pulsões.
Nivelamento
Eduardo Schneider disse que Gleisi Hoffmann seria uma ''patricinha''. Nada mais adequado, porque seu adversário tem todo jeito de ''mauricinho''.
Dragagem
Apesar das advertências da Marinha, visíveis nas limitações de calado já estabelecidas e na proibição de navegação noturna e no alertamento de que pode interditar os portos no início do ano que vem, só agora se providencia editais da licitação para a dragagem que pode aceitar empresas internacionais.
Mais veto
Além da opinião do engenheiro Guilherme Lindroth há agora mais um veto ao ''engordamento'' da praia de Matinhos: o do geólogo João José Bigarella que entende inútil fazer o trabalho com areia, fina demais, do Canal da Galheta.
Obviamente o Instituto Ambiental do Paraná é a favor até porque é impossível imaginá-lo contra na ordem requiônica. Em praias catarinenses (Barra Velha, Piçarras) deu certo, porém com areia adequada.
Gravações
O futebol está sob o signo das gravações: houve aquelas do Paraná, há uma do Coritiba (usada como terrorismo eleitoral) e alguém gravou o berreiro de Luxemburgo no vestiário do Santos quando perdia de 2 a 0 na Vila Capanema.
Xingamento de filho da mãe operou como dopping e o Santos virou o jogo.
Folclore
Sempre defendi a tese de que no Brasil o realismo fantástico de Gabriel Garcia Marques, Vargas Llosa, Cortazar, Icaza está mais no factual do que na ficção. Essa história do Lerner sapatear como Fred Astaire e Gene Kelly em festa particular é um exemplo, um Orlando Pessuti adejando como o Dario Peito de Aço, paradinho no ar, qual helicóptero e colibri.
No tatame
Divergências entre Lerner e Requião bem que poderiam ser decididas numa luta de sumô: os dois estão em condições físicas muito parecidas.
Pedalada
Gleisi Hoffmann mal havia pensado no uso da bicicleta como transporte e Beto Richa já tinha um projeto a respeito. Depois de dar uma ''bicicleta'', em primeiro lugar na Urbs e depois no transporte coletivo, aplicou outra na sua adversária provável. Esse prefeito dá mais bicicleta do que o Leônidas da Silva. Deu outra no Requião com a licença-maternidade.





