Uma desculpa a menos?
  Seria ótimo que o Paraná ganhasse a batalha da multa ontem no STF. É que ela derrubaria mais um pilar nesse não fazer sistemático, da ociosidade nervosa, que marca o governo. Que continuaria com outros itens como o do pedágio para o qual prefere o confronto a qualquer sinalização de acordo e com muito agito externo (agora o tal plebiscito) ou o dos transgênicos, embora ao engolir mamona revelasse constituir-se em jejuno em matéria que trata com tanto ardor. No caso com ardume também.
STJ de novo
  Uma das surpresas da primeira gestão de Requião foi a aprovação no STJ e por unanimidade de intervenção federal no Paraná pela continuidade da invasão pelo MST da fazenda Can Can. Pois agora, e novamente por unanimidade, o STJ volta a dar o sinal de partida da intervenção federal por motivo da invasão, desde 2003, início do segundo governo Requião, também pelo MST, da fazenda do grupo Zattar em General Carneiro. Como o MST é uma bênção do céu, segundo Requião, essa tempestade institucional pouco representa. Entre a Carta de 1988 e leis atuais e a de Puebla, em exegese selvagem, a opção é clara, posto que obscurantista.
Cotas
  Das 822 vagas para afrodescendentes foram prenchidas apenas 370 no vestiba da federal. Prova visível de que as coisas não eram bem como imaginavam os seus idealizadores. Ficaria melhor a cota social do que a étnica, já que essa, por menos abrangente, estaria embutida na outra. Tivéssemos ensino do primeiro ao segundo grau de qualidade, bem como reservas de espaço ao médio profissional, o problema teria encaminhamento racional. O funil seria menos estreito.
Artifício
  Essa história das cotas lembra aquele percentual que puseram nas leis para participação eleitoral da mulher que nunca foi alcançado. Como se sabe na prática a teoria é outra.
Acúmulo
  Quando o Rei acumula funções de Bobo do Rei é como se no Brasil imperial o monarca e o Chalaça estivessem em superposição funcional.
Folclore
  Outra do Gato Myla de sua fase infantil: estava no Passeio Público à caça de coleiros e nada conseguia. De repente, aparece um cara forte com uma gaiola cheia. Myla, de olho pidonho, pede um coleirinho. O outro, de olhar lúbrico, sugere querer algo em troca. O Myla sai a correr e dizendo ‘‘pra que quero coleiro se nem gaiola eu tenho?’’ Quanto contava a cena o Gato punha o fundo moral da fábula: ‘‘Foi nesse dia que tirei o meu diploma de malandro!’’

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