Uma surpresa


Que tal se depois de amanhã na ''escolinha'' o governador em lugar de atacar a mídia, o Ministério Público, as pedagiadas e multinacionais em geral mostrar o que se visualiza em áreas estratégicas (existiriam) para as próximas duas décadas? Surpreenderia: seria ao menos o imaginário propositivo e não apenas o da contumaz beligerância, inócua e agitada.




Transparência


O governo está mais para o opaco do que para o translúcido e transparente. Só é claro com os parentes e aí há muito evento entre parênteses como essa da aproximação com o grupo Vivendi no acordo acionário da Sanepar.





Invasões


Invasão de sem-terra na Syngenta pode. Já estudante do Estadual reagir é coisa da direita neoliberal. Dá para imaginar essa turma com o Ato 5.







Acordo


A proposta do governador para o pedágio é prova de que não deseja dialogar, embora o custo desse amor à piada estoure nas costas dos usuários. Estamos num circo permanente. Se faltar pão haverá a indicação dos brioches. Mais piada e, como sempre, nada original, ainda que simétrica na essência a Maria Antonieta.







Agenda


O reitor Moreira Júnior alega questões de agenda para não tomar decisões sobre a desocupação da Reitoria: na verdade há pouco a negociar e o grupo invasor, como é candidato ao DCE, tenta ''prorrogar'' o martírio o mais possível para promover-se. Não dá para votar no invadido e em quem invade.




Folclore


Anteontem houve a comemoração do famoso episódio do Baile da Ilha Fiscal. Diz-se que há uma dependência importante do governo em que o consumo de bebidas e iguarias lembra abusos do evento que precedeu a República.




Recidiva


Apesar da aparência de armistício no conflito Executivo versus Ministério Público na questão do orçamento está sendo articulado um trabalho junto ao Tribunal de Contas para ferrar a instituição por haver transgredido a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado. É verdade e isso cabe ao TC, mas como o governo também feriu a LRF ficaria mal o tratamento parcial.




Angústia


Há setores sérios de Paranaguá inconformados com a demora no ritual da licitação da dragagem e não entendem por que a Superintendência nada faz para que a Marinha dê o sinal de aprovação. Calcula-se que no mínimo há um prazo de 45 dias entre a manifestação do terminal e a da Capitania.




Barbie


Adversários de Gleisi Hoffmann no PT a apelidam de Barbie. Os mais radicais ainda incluem a designação de Barbie paraguaia. A autofagia não é exclusiva do governo estadual. Mas Gleisi mostra personalidade nas suas incursões ao oeste por sua candidatura à presidência do partido.

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