LUIZ GERALDO MAZZA
Rumos de Pessuti
O governador e o vice estiveram domingo na Boca Maldita, o segundo com mais público do que o primeiro, que passou no Café Lucca e depois na Stuart junto com os amigos de Ratinho e também o senador Alvaro Dias. Formularam ao Pessuti a seguinte questão: como governador provisório agiria como Ari Queiroz que tentou reeleger Richa, João Elísio que simplesmente complementou o mandato ou ainda como Mário Pereira que conflitou com Requião e o denunciou?
Um intelectual ajudou Pessuti lembrando de Ortega y Gasset que falava do peso das circunstâncias mais do que o ainda, elevadíssimo, do vice na marcha da história. Orlando estava com um ar de sucessor, ainda que cauteloso. Apesar do que falaram da sua turma na Ceasa, jamais ficou furioso como o clássico da literatura européia.
Água benta
O silo privado veio abaixo como o silão havia explodido na primeira gestão e na segunda houve o caso do incêndio do navio VicuÀa, perto, como agora, da festa do Rocio. Numa das etapas da segunda gestão descobriu-se que as instalações portuárias não estavam sob seguro. Com essa onda aziaga (se a dragagem não sair, o terminal será interditado à navegação pela Marinha de Guerra) é bom prevenir. Uma chuva de água benta sobre o porto seria uma boa, ainda mais agora nas celebrações da padroeira.
Radiografia
A radiografia (ou seria uma tomografia computadorizada?) do governo elaborada em informes do Tribunal de Contas provocou reunião do primeiro escalão no Palácio das Araucárias. Objetivo: o de que cada setor referido dê a resposta ou se corrija se houver tempo.
Paranóia
Desdobramentos da ruptura do Botto de Lacerda estão no fundo desse agito mais recente, o que levou a direção política a sugerir à base aliada a criação de quantas CPIs fossem necessárias para evitar a da Corrupção. Uma bufoneria bem à altura do momento paranaense e da monarquia que temos.
Folclore
Benjamin Steiner, o primeiro diagramador da imprensa paranaense, gostava de passar-se por ator e uma de suas brincadeiras era ''morrer'' ao ser ''atirado'' por algum conhecido e tombava até dentro de lojas arrastando os manequins que estivessem em seu caminho com mais arte do que a do Jean Paul Belmondo em ''Acossado'' de Goddard. Outra de suas brincadeiras era afixar ''esporas'' de cartolina nos sapatos de figurões do empresariado que visitavam o jornal. Era uma festa ver o desfile de bacanas agauchados pelas ruas.
Cultura
''Jornalismo Cultural: um resgate'' da professora Selma Teixeira será lançado hoje, 19h30, no Palacete dos Leões, Espaço Cultural do BRDE. Com uma seleção de textos de Adélia Lopes, Dinah Pinheiro, Marilú Silveira, Rosirene Gemael e mais Aramis Millarch, Reynaldo Jardim e Zeca Leite é trabalho de fôlego que recompõe momentos relevantes de nossa inteligência.





