Paraná murcha
A dinâmica da economia do Paraná passa ao largo do ócio nervoso que marca o seu governo. Fica evidente que estamos perdendo posições comparativas e que as perdas serão dimensionadas em décadas, mais de duas, no mínimo. O pior e mais irônico é que o nosso governador defende teoricamente o Estado Provedor. O atual nada prevê e nada provê.

Civismo
Requião sugere uma campanha cívica para devolver o Itaú a São Paulo. Poderia iniciar se descadastrando da sua lista de clientes. Cívica ou cínica?

Crises
As crises intestinas e/ou intestinais do governo aparentam ser menos graves do que um flato num elevador lotado. Ninguém se acusa ou é acusado. Contra flatos não há argumentos: o odor persiste.

Suíça
Se fosse algo da Fórmula 1 o Beto Richa iria à Suíça? Deixa o moço ser moço. Não trair a idade não é pecado.

Perdas
E continuamos acumulando perdas agroindustriais, agora foi a da Aurora que coloca uma das plantas industriais em Canoinhas (SC), outra em Carazinho (RS). ''Se você fosse sincera// ô ô ô Aurora// Veja só que bom que era// ô ô ô Aurora.'' Ela foi sincera como na música popular e esnobou o Paraná.

Suposição
Pode ser mera suposição, mas esse pen drive tem todo jeito de supositório. Ele explica a ''cristianização'' do Botto de Lacerda e o provável funcionamento das tevês laranjas da Cequipel.

Folclore
O Doutor Rosinha, segundo o Eduardo Schneider, viajou mais pelo mundo do que a hiena do Circo Barnun. Ele continuou Doutor Rosinha, ela também.

Direitona
Tudo que não vier do governo Requião é obra da direitona. São eles os doentes que reclamam a falta de remédios especiais, os promotores que cobram a morte de centenas por falta de UTIs, os engenheiros florestais que se reúnem no Instituto de Engenharia (ontem, 19 horas) em solidariedade à dirigente do IAP de Ponta Grossa presa e que iniciou as denúncias de irregularidades na área. Só são progressistas, de esquerda, populares e bolivarianos os bajuladores, áulicos e notórios puxa-sacos, a claque funcionária.

A carta
A carta do Botto de Lacerda é dramática, mas nem tanto quanto a de Vargas, posto que venha a ser olhada como testamental. Não é pungente como a de Horácio Martins de Carvalho que culpava diretamente o governador pela execução do Teixeirinha (o que era um exagero passional) em Campo Bonito e nem tensa como a troca de acusações entre Romanelli e Scarpellini, que tinham status de secretário, e digladiaram publicamente se escrachando mutuamente e o chefe nada fez. É documento da corrosão interna: aliados íntimos Paulo Pimentel, os Turra (marido e mulher), o Caron tiveram que sair. Botto não será o último.

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