Isonomia radical
Cada vez Beto Richa se parece mais com Requião. Desde o apego parenteral à mania dos aditivos, como esse da Consilux na operação dos radares, ou ainda na proteção aberta que concedeu às mediadoras do Santander para administrar as folhas e empréstimos consignados dos servidores municipais. Requião tem as tevês alaranjadas (essa coloração é a marca dos dois) e o Beto Richa quer botar tevês no interior dos ônibus. Eram mais autênticos quando juntos, como se deu até o primeiro turno.
Rischbieter
As memórias de Karlos Rischbieter vão ser editadas pela Travessa dos Editores em breve. Ex-ministro da Fazenda, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-presidente do Banco do Brasil, foi uma das maiores expressões do neysmo.
Era o tempo em que exportávamos massa cinzenta. Reinhold Stephanes é daquela safra, o que mais ministérios ocupou.
Imaginário
Na mente do empregado da Funpar, Valmir Motta de Oliveira, morto na Syngenta como se fosse ''sem-terra'', a gincana das ocupações é revolucionária e não um ato ilegal e com cobertura policial. Assim também aqueles ''laranjas'' que ocuparam a Ferrovila em Curitiba com apoio da PM, que se omitiu por ordem superior, se imaginavam como os combatentes da Sierra Maestra em Cuba. A imaginação é livre: ascensoristas há que se acreditam astronautas. Como também catadores de lixo, em carrocinhas, se vêem como Ben Hur tocando uma biga à toda disparada num dos binários da cidade.
OAB parcial?
A determinação do governo de entregar o caso da Syngenta ao Cope decorre, de acordo com a versão oficial, de falta de neutralidade, de entidades do oeste, mormente de Cascavel. Faccioso é o governo no apoio aberto aos invasores. À OAB seccional não restou outro caminho se não o de processar o governo.
Malditos
Todo denunciante para o governo é maldito. Assim se deu com o diretor técnico do Porto e agora com a diretora do IAP de Ponta Grossa.
Ratinho
Ratinho já está com sua equipe acompanhando as tvs que comprou do grupo Paulo Pimentel. Só depois de ratificada a transação, lá por janeiro, dará a sua linha, cujas logomarcas e vinhetas serão feitas por Hans Donner. Pretende um jornalismo forte às sete, ao meio-dia e à noite. Nos horários disponíveis terá programas de sorteios e divertimento cultural. Paranismo vai ser a bandeira.
Folclore
Suspeitas de que intermediários do governo tentam se aproximar do grupo Vivendi, integrante do consórcio Dominó, se confirmam. O plano é passar as ações francesas para a Copel que ficaria majoritária na sociedade e com isso asseguraria o domínio de três diretorias que a justiça devolveu aquele grupo acionário. O governo quer uma saída à francesa, caríssima, como foi aquela da Usina de Gás de Araucária. Não parece, mas tais ações são uma piada, ainda que custosa para os pobres contribuintes.

mockup