Curitiba deve parar?
  A capital está numa situação parecida com aquela dos anos sessenta que mexia com os paulistanos: a metrópole deve parar? A resposta, à época, veio em sentido inverso: a cidade não devia parar. E não parou e ficou do jeito que está saturada, rumo à inviabilidade.
  Diz-se que Curitiba ainda pode sofrer intervenções com racionalidade, mas o prazo de validade dessa hipótese se exaure e não se vê, mesmo com as vésperas de um processo eleitoral, respostas para isso. Agarram-se na Linha Verde quando não passa apenas de moratória, a rigor de mais uma fantasia.
Tumulto
  A decisão do STF sobre fidelidade, embora os limites fixados, abre espaço para muito casuísmo e subjetividade, além de saturar a justiça – e isso, de forma capilar, atingindo mais de 5 mil municípios. Pendências, mesmo que os rituais sejam depurados, penetrarão o calendário eleitoral de 2008.
  Há quem ache que vale a pena por se tratar quase de uma reforma política indesejada pelos que desfrutam o poder.
Ney
  O senador Alvaro Dias trata, entre outras coisas, da edição de ‘‘Perfis parlamentares’’ relativa a Ney Braga. Em princípio pretende-se aproveitar o texto integral do jornalista e escritor Vanderley Rebello. Uma curiosidade: Alvaro derrotou Ney para o Senado, o último teste do maior gestor que o Paraná teve, e agora a sua filha, Carolina, namora um neto do adversário.
Se vira nos trinta
  Anteontem, em função da queda das liminares e o estreitamento do cronograma para apresentar o pleito na Bovespa para o leilão do pedágio, a Copel viveu por momentos o quadro do Faustão do ‘‘se vira nos trinta’’. Felizmente o adiamento para amanhã da entrega das propostas deu nova moratória. Se não houver novas liminares, os copelianos varam a noite formatando o projeto ou o matando mesmo de vez.
Resistências
  Algumas resistências precisaram ser removidas para que a Copel mantivesse o seu interesse em disputar as concessões rodoviárias. Um dos óbices, durante algum tempo, foi o da obtenção do seguro-garantia.
Anonimato
  Denúncia vaga em jornal para muitos equivale ao anonimato. Tanto um quanto o outro, se forem alimentados com indícios, podem dar margem a processos. Fala-se por exemplo que uma dupla teria tentado tomar uma grana do Vivendi, grupo transnacional que integrava o Dominó da Sanepar. Como a especulação, ainda que vaga, saiu em jornal, a Ouvidoria teria obrigação de esclarecer e buscar mais elementos. E se obriga a fazê-lo em relação também ao diretor técnico do Porto demitido justamente pelas denúncias pesadas que fez.

mockup