LUIZ GERALDO MAZZA
Tudo bem
Apesar da gravidade das denúncias do diretor técnico do Porto, dar-se-á prioridade hoje na ''escolinha'' a explicações de que tudo vai bem, até a próxima investida do TC da União, como das vezes anteriores. O Ministério Público, tanto o estadual quanto o federal, está de olho no caso e vai investigá-lo em profundidade. A reação defensiva coordenada só faz aumentar as suspeitas acumuladas ao longo do último quinquênio.
Me segurem
O deputado Valdir Rossoni, que vai instalar em Santa Catarina uma indústria de derivados da madeira, diz que o fará porque o Instituto Ambiental do Paraná dificulta demais e não facilita os ''ajustes de conduta''. A forma, porém, como se manifestou deu a impressão de que fazia ultimato: me segurem, se não eu me mando de verdade.
Cartilha
A pedagogia ideológica em livros é de um primarismo atroz, mas muita gente, que posa de democrata e empreendora, ganhou editando a baboseira. Deve estar aí a causa, segundo o irmão mais velho, de a nossa Educação ser a melhor gerida do país tocada pelo mais novo, apesar de o Enem não o confirmar.
Consultoria
Nem sempre os conselhos da Procuradoria Geral do Estado são seguidos pelo governador: a recomendação do veto na anistia das praças de pedágio porque não iria passar na justiça, o alertamento do passivo jurídico das rupturas contratuais e também as concessões fiscais aos super e hipermercados, onerosas demais ao erário em créditos de ICMS, não foram levadas em conta. Como sempre.
Reação
Positiva a reação de setores ligados à Copel contra a aventura dos pedágios, já com registros claros nas quedas das ações na bolsa, por quebrar a inércia do corpo dirigente da empresa que parece pender pela fidelidade ao chefe e não à organização. Sabe-se que é pouco para mexer com o servilismo parlamentar, todavia não deixa de ser um ruído na paz dos cemitérios.
Folclore
Piada corrente na cidade por causa do Cirque du Soleil: hoje é dia do circo das sombras na escola de governo, onde os ricos se imaginam pobres e não no suntuoso Museu Oscar Niemeyer e sim nas catacumbas do cristianismo primitivo.
Analogia
Essa história da higidez de Fidel Castro me lembra a de Tancredo Neves.
Devassa
ONGs, Oscips e fundações levaram quase R$ 1,9 bi no primeiro ano do governo Lula, depois abocanharam R$ 2,1 bi e em seguida R$ 2,5 bi. Por isso mesmo esse tipo de ''aparelho'' é protegido no Congresso e contra o qual se insurge Eduardo Sciarra, deputado federal, apoiando iniciativa do senador Heráclito Fortes que deseja uma CPI para abrir o ''livro negro'' dessas parcerias que acobertam atividades do MST e MLST. Aqui também o assunto merece avaliação. Algumas dessas participaram de jogadas como a do ''primeiro emprego''.





