O lado bom do agito
Que o governo paranaense se esfalfa num ócio nervoso, às vezes próximo de um estágio convulsivo, todos percebem. Não há como negar, porém, alguns bons resultados nesse contencioso. Um deles, visível na revitalização da mídia que, provocada em sua auto-estima pelo governador, reagiu cumprindo seu papel, do qual desertava, há muito tempo, por pura acomodação.
Agora, o Conselho do Ministério Público, instituição mais visada nos últimos dias, decidiu investigar, pela Promotoria do Patrimônio Público, todos os casos de aposentadoria pela ParanáPrevidência para apurar infrações à lei. O MP, que andava muito acomodado, tal qual a mídia, vai se mexer e justamente para cumprir o seu papel institucional. É o lado positivo da contenda, ainda que com jeitinho de non sense e dramatização pirandelliana.

Traficou
Um deputado disse que uma determinada matéria havia traficado em julgado.
A onda das metáforas de Lula pega como a dengue.

Reacionarismo
Nada mais arcaico do que o ''Green Peace'' lutando contra o cloro, a arma que torna possível evitar efeitos deletérios das moléstias de origem hídrica e garantir o suprimento de água.

Privilégio
Não se ajusta à concepção democrática de cidade o fato de cerca de 20 famílias ricas serem as beneficiárias do ''Springfield'', que se adonaram de uma via pública, a D. Pedro II. Requião não a enfrentou, Beto não o fará.

Oporturismo
Esse festival de cinema da Lapa, como o do rodeio de Tijucas do Sul, valendo-se do feriadão, é mostra de sensibilidade e inspiração. E de oporturismo voltado para o turismo. Algum fruto há de dar, além do horroroso trocadilho, imperdoável concessão ao mau gosto.

Folclore
Quando da morte do centroavante Ivo Rocha Costa, o Cavalo de Pau, do Coritiba e do Atlético, pensaram em prestar-lhe uma homenagem com a bandeira do Coxa e atribuíram a tarefa ao Adão Plínio da Silva, craque histórico do time. Adão teria chegado no cemitério e colocado a bandeira por equívoco no caixão de outra pessoa. Uma dessas se deu com o histórico Edegar Antunes da Silva, o Tatu, o relações públicas da cidade e presidente permanente do Operário, que ao perceber que o ''de cujus'' era outro, mudou, em grupo, do local, com a delicadeza possível para uma situação inesperada.

Sem retaliação
O Ministério Público decidiu valer-se de suas funções institucionais para apurar denúncias do governador. Diplomático demais, retaliação zero. Será objetivo, como é de sua função, negando-se à retórica política.

Bola da vez
Depois do Ministério Público, crê-se que a bola da vez seja o Judiciário, o estadual, tantas vezes elogiado por Requião que ferra mais o federal, aquele que o derrota em pedágio, transgênicos e rompimentos contratuais.

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