LUIZ GERALDO MAZZA
Civil ou servil?
Rafael Iatauro nada tem a ver com o uso, tradicionalíssimo, da Casa Civil para absorver agentes do interesse político, nem sempre claro, do governo, como na primeira gestão, o octogenário Baiano da Foice, personagem do episódio Ferreirinha, e agora mais recente o do Délcio Rasera, o dos grampos, e o Jairo Graminho, apontado como líder de ocupações urbanas em Curitiba. Isso não se ajusta à imagem do Rafael. Casa Civil não se confunde com casa servil.
Varanda
Credenciado como consultor no governo, o advogado Francisco Alpendre deu o derradeiro argumento para Requião malhar o Ministério Público na questão do convênio com a ParanaPrevidência, da qual é diretor jurídico. Na primeira intervenção, essa sofística, sugeriu que a instituição é que deve ao Estado e não o contrário. É o advogado do governo, não da Previdência.
Antes, na área o domínio absoluto era do Botto de Lacerda, guerreiro número um de Requião, o copa e cozinha. O Alpendre, como sugere o nome, é a varanda.
Quadros
É visível que há escassez de quadros no governo, tanto que o diretor jurídico da ParanaPrevidência assessorou a campanha de Osmar Dias. Requião não enxerga que o maior e mais qualificado escritório de advogados do Paraná está na Procuradoria Geral do Estado. Um dos maiores constitucionalistas do país está ali, mas evidentemente é qualificado para defender e não burlar a Carta Magna.
Sindicância
E como está a sindicância sobre o caso da sogra do Ezequias como fantasma na Assembléia? Por que não investigam também o evento análogo que levou a Justiça Federal a enquadrar o Nereu Moura e o Romanelli? Seria uma profilaxia, tirando esse ar de sociedade secreta do Legislativo estadual.
Chacota
Curitiba vai virar chacota com iniciativas como essa do portal do Bacacheri. Entre o folclore e a linguística ficaram com aquele. Burrice por método.
Folclore
A propósito dessa história, em que há até a colaboração hilária de Saint-Hilaire, da tal vaca Cherie (o francês entendeu que a expressão era guarani e significava a vaca que escorregou e caiu no rio ou foi para o brejo) o jornalista Eduardo Schneider revela a causa assemelhada do nome das cidades catarinenses de Xapecó e Xaxim. Num lado do rio o alemão perguntou ao outro que também estava pescando ''Xá pecô?'' e de lá veio a resposta ''Xá, xim''. Daí o nome das cidades no folclore catarinês.
Diálogo
Requião não quer falar sobre o Ministério Público com a associação de classe, mas com dois da carreira ligados às famílias Ruppel e Aníbal Khury. Foi assim num almoço com Nelson Justus na Assembléia. A oligarquia é forte. É nepotismo turbinado, como dizia Rui Barbosa da nação tida como a família ampliada.





