LUIZ GERALDO MAZZA
Delação saudável
O governador pediu que houvesse transparência no governo. E queria, com isso, fazer analogia com o Ministério Público, ''reduto de marajás''. Aí o Sindiáguas entrou em cena e indicou os salários da Sanepar: Stênio Jacob, R$ 22.832, e os hierarcas inferiores com R$ 18.265, como Hudson Calefi, Wilson Barion, Germinal Poca, Hermes da Fonseca, Heitor Walace (primo irmão), Natálio Stica e Arlete Rosa. Como não ser fiel com tal remuneração que compensa em alguns casos em parte a perda de mandatos?
Nada menos de 333 cargos de confiança existem na estatal mal das pernas, dos aditivos mágicos, desesperada para aumentar tarifas, já que não pode sequer pagar multa ao Ibama, da qual perdeu todos os prazos.
No Ministério Público pode haver abusos, mas o pessoal é concursado e não classificado pela subjetividade do fisiologismo político.
Futepolítica
Imaginem se o Requião tem Kaká e Ronaldinho no banco. Quem mal tem titulares não pode ter banco.
Streap-tease
O fato é que tiraram a roupa do Renan muito antes de a Mônica fazê-lo.
Moda pega
Se essa história de revelar ganhos de comissionados pegar quando Requião ditar outro ''me chama que eu vou'', a fila dos interessados vai ser maior do que a dos caminhoneiros em direção ao porto.
Riquelme
Riquelme bom é o da seleção argentina, mas a turma governista quer que o seu homônimo fique com todos os poderes do Ministério Público.
Folclore
Nem sempre o mais refinado intelectual na condição de assessor melhora tanto a imagem quanto o desempenho daquele a quem ajuda. Exemplo clássico é o do Geraldo Seratiuk, que fazia esse trabalho para os irmãos Carlos e Iris Simões. Dá para imaginar um filósofo do existencialismo como preceptor do Beto Richa, do Ratinho Júnior e do Rubens Bueno? Requião dispensaria porque sabe mais.
Sorvete
Político que dá tiro no próprio pé é também sorvetão. Espatifa-os na testa.
Fila
Por que, de repente, acabou a fila em direção ao porto?
Analogia
Se o Ministério Público Estadual agisse como o Federal (que tocou o mensalão) o cenário paranaense seria bem melhor.
Ipardes x IBGE
Rumores na área técnica, a da demografia e estatística, indicam que as projeções do Ipardes sobre a expansão populacional na Grande Curitiba para as duas próximas décadas seriam alarmantes. Quando o Ipardes, nos anos 80, tinha quadros excepcionais, contestou a versão hegemônica da Copel, que invadiu a área das projeções demográficas, prevendo 10 milhões no Censo de 1980, ele atingiu na mosca os 7 milhões e 600 mil. Só agora 27 anos depois chegamos nos indicadores copelianos. Empate IBGE-Ipardes. Como será agora?





