Jogo de empurra
  Felizmente há um consenso no Porto quanto à prioridade absoluta de tocar a dragagem. Mais consenso do que dissenso na comunidade portuária (governo e operadores privados), ora ameaçado pela troca de acusações quanto à causa das filas. Isso pode contaminar a harmonia em torno da causa maior que condenará Paranaguá e Antonina à interdição. Precisa-se de bombeiro, mas sobram os incendiários, incluindo aqueles de sempre, os majestáticos.

Iguais
  Ficou visível na inquirição do presidente da Urbs na Câmara Municipal que Beto Richa e Beto Requião têm muito mais semelhança do que imaginamos: agem da mesma forma diante de denúncias de desvios e valem-se de claques, a de um a ‘‘escolinha’’, a de outro o legislativo para driblar contrariedades. Parecidos ainda em nepotismo e nas artes de enrolar. A diferença é nas obras que Requião troca por intermináveis conflitos.

Metrô 1
  Outdoors anunciam que a cidade deve o metrô ao Ratinho Júnior. O único, real e visível, é uma boate. O outro, volta e meia anunciado por políticos sem imaginação, é uma espécie daquela ferrovia que Zé Carlos Martinez anunciou com seu terminal no porto de Antofagasta, Chile. Trens de brinquedo. Talvez piores do que esses da China que deram origem ao ‘‘recall’’.

Metrô 2
  O metrô é a loira fantasma da política metropolitana.

Analogia
  Se Requião fosse presidente do Atlético e do Paraná os técnicos não cairiam: seu governo perde todas e ninguém é mudado. Afinal, nisso pelo menos é justo porque todo o poder emana dele e por ele é exercido.

Folclore
  A Linha Verde pode ser um dos fronts da guerra Requião-Beto Richa. É que a ausência de policiamento na área, em toda a sua extensão e na parte em obras, tem sido causa de roubos freqüentes de máquinas e equipamentos e também atos de vandalismo. Só falta a segurança sugerir que se fosse Linha Vermelha e não Linha Verde não haveria como interpretar o trânsito livre para a balburdia.

Retaliação
  Porque o Ministério Público quer coibir o nepotismo no governo, Requião reage e dá um prazo de 15 dias para que aquela instituição dê a lista de salários dos seus integrantes. Não há a menor relação entre uma coisa e outra. Salários são prefixados em lei e o nepotismo, mesmo que não ilegal, é moralmente abominável e nessa perspectiva ilegítimo.

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