Silogismo e paranóia
Se alguém é crítico em relação a Lula está alinhado com a elite e o golpe. Se critica Requião é porque é da mídia inconformada com a falta de anúncios. E agora se descobre mutretas na gestão Beto Richa é porque faz parte de uma conspiração lulista para degradar o prefeito e favorecer Gleisi. O nanismo mental é, antes de tudo, uma forma de onanismo. É a negação do pensar.

Panteão do ócio
O fantasma no legislativo é a regra, não a exceção. Basta ver em seus quadros a incidência de ex-deputados, alguns ganhando como procurador (mais de R$ 20 mil) sem formação em Direito. Mandato pode ser transitório, mas as prebendas ficam. Lembram espíritos apegados à matéria. Isso jamais será revisto.

Pedágio
É mais provável implantar o socialismo no Brasil do que acabar o pedágio.

Alerta
Na Sanepar o pisca-pisca foi acionado: o Conselho quer aumento de tarifa ou corte de investimentos de 2007/08. Não dá para ocultar o aperto, visível nesse esforço para não pagar a multa do Ibama, e o risco de que acionistas do grupo Dominó processem agora ou no futuro a empresa por gestão temerária junto à CVM, Comissão de Valores Mobiliários, com casos como o da Pavibras, isso sem falar no contrato original de participação, rompido unilateralmente. E também não estaria em dia com as contas de energia da Copel.

Folclore
Um jornalista novo no ''Estadinho'' era muito crítico no rigor gramatical e um dia, o secretário de redação, João de Deus Freitas Neto, depois de uma intervenção mais prolongada sobre concordância lembrou-o que a primeira regra era justamente a de concordar sempre com a chefia.

Intimidação
Ao reagir ao pedido do Ministério Público sobre nepotismo, o governador usou a velha tática de desqualificar a instituição que teria salários elevados demais. No primeiro mandato fez isso com o Judiciário e deflagrou a crise que acabaria numa greve de magistrados (um absurdo que condenei à época e mais ainda porque a OAB oportunisticamente a apoiou) e num também inútil pedido de impeachment. Irritado, no segundo governo, com as ações da PIC ameaçou tirá-la da sede em que se encontrava. Não muda em nada, incluindo a fraternidade.

Cortesãos
Agora está sobrando gente para servir de ponte entre Requião e a Fiep. Que tal o filho e deputado federal Rodrigo? É que alguns nomes estão mais para pinguela do que para ponte ou viaduto. Contenham os hormônios, please!

A lupa
Botar uma lente num determinado setor da administração é o suficiente para gerar casos assemelhados ao de Renan Calheiros. O caso Ezequias é exemplar até porque bota em xeque o sistema de controles, sabidamente inexistentes, da Assembléia Legislativa.

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