Intromissão indevida


Não há sentido, numa perspectiva democrática, na cooptação de instituições como as que representam produtores, trabalhadores e profissionais liberais pelo governo. Que ele deva tentá-lo é até compreensível, mas inaceitável que o consiga. Aqui até uma instituição de controle do exercício profissional como o Crea se tornou engajada.

A OAB não o tolerou e também não a Faep. Infelizmente a Associação Comercial embarcou nessa, o que é um absurdo. Com a eleição da Fiep, não são poucos os agentes do governo fazendo pressões em cima de sindicatos para que sejam contra a reeleição de Rocha Loures. O curioso é que não faz muito o cabeça da chapa oposicionista foi denunciado por Requião como favorecido em negócios florestais. Inimaginável que isso ocorresse em São Paulo.




Ato falho

O presidente da Urbs, Paulo Schmidt, anunciou na sexta-feira que já estavam em andamento medidas para licitar a compra de radares para exploração pelo próprio município. Desde 2002 prometem e não fazem, e isso gera suspeita.




Nepotismo



Pelo jeito, quando se viu pressionado por causa do nepotismo, Requião sabia o que estava fazendo com o combate à forma ''cruzada'' que daria em casos como esse da sogra do chefe de gabinete de Beto Richa. A beneficiária ao protocolar o pedido de exoneração em nada favoreceu o genro.




Austeridade

Divulgação de gastos com o Canguiri e o gabinete e a sustentação do quadro de comissionados mostra que o governo paranaense não está nem aí com o vermelho nas contas. O clima é de monarquia decadente, pré-Bastilha, embora tanto se fale na Carta de Puebla.




Portuárias

Amanhã, depois das 11, o Legislativo estadual ouve a Comissão de Dragagem do porto e vai dar curto-circuito porque os engenheiros, há muito isolados pela administração, vão fundamentar questionamentos técnicos e embasar as posturas de oposição. Na verdade eles é que denunciaram o privilégio que se estava preparando em favor do TCP, Terminal de Contêineres de Paranaguá, com a deposição da areia dragada em suas instalações, como se dera na Ponta do Felix em Antonina. É que a organização sempre foi perseguida por Requião ao ponto de funcionar até com uma liminar da Justiça Federal de repente passou a ser bem tratada. Um caso, enfim, de curiosidade legítima.




Folclore

Contam que o ex-vereador e ex-deputado José Felinto teria se referido numa roda a ''Lerner e seus aztecas'' quando pretendia dizer ''asseclas''. Foi a deixa para que o Rafael Greca desse o tom erudito acrescentando no máximo rigor da antropologia ''e também os maias e os incas''.




Complicadores


Surgiram complicadores na questão da resolução do Senado para derrubar a multa da Secretaria do Tesouro Nacional ao Paraná. O Itaú, que tem evitado polêmicas, entrou de sola, dando informações à CAE, Comissão de Assuntos Econômicos, aquela mesma que no governo Lerner, com Requião e Osmar Dias em agitada atuação, brigavam contra os protocolos das montadoras.

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