LUIZ GERALDO MAZZA
Copel e Petrobras
Há uma semelhança entre Petrobras e Copel, a primeira é a maior do país e a segunda a jóia da coroa do Paraná. Ambas são públicas, mas com a maioria das suas ações nas mãos de particulares. O bater do sino em Nova York vai marcar uma década de presença das ações da Copel na mais importante bolsa do mundo.
Quem tomou essa iniciativa foi Lerner, mas Requião fez mais festa - e agora pela segunda vez - em cima dessa questão. Costuma falar como se a Copel fosse uma estatal no modelo antigo, pois hoje quase 70% das suas ações, embora sem direito a voto, estão em mãos privadas. Sua resistência à alta de tarifas, como se deu no segundo governo, pode levar a conflitos acionários, tal qual também há condições de ocorrer na Sanepar.
Pendência
Como a questão entre o governo e o Itaú persiste na justiça, o Paraná não pode esperar alguma grana pela concessão feita a bancos públicos, aliás, bem menos eficientes. Já a prefeitura da Capital vai receber R$ 140 milhões pela cessão das suas contas por cinco anos ao Santander. Se a prorrogação do contrato com o Itáu fosse mantida, teríamos logo um leilão como o de Curitiba. Para quem está matando cachorro a grito seria um elixir. Na hipótese de perdermos a demanda vai ser um chuá.
Energia
Entre as inúmeras questões existentes entre o Paraná e a União pelo menos três se referem à energia: a proposta de emenda constitucional de Gustavo Fruet para que o recolhimento do ICMS em petróleo, ouro e gás seja feito na origem e não na ponta do consumo; a questão dos royalties de petróleo e gás no mar territorial (novo critério para essa delimitação) e a correção para restabelecer o equilíbrio financeiro nos royalties de Itaipu. Neste caso fala-se em mais de meio bilhão. Se emplacassem, suavizaria a crise, pois só a questão do recolhimento do ICMS da energia daria R$ 700 milhões anuais.
Pesquisas
Sondagem sobre intenção de votos em Curitiba, primeiro pela DataCenso e agora pela Paraná Pesquisas, dá óbvio: Beto Richa na cabeça. Não surpreende também o fato de Rubens Bueno estar mais cotado do que Gleisi Hoffmann.
Folclore
Ratinho Júnior, pelo jeito, quer ser o candidato do metrô, ainda mais depois das repetidas afirmações de Lerner que a alternativa é absurda. Ratinho afirma que a sua intervenção foi decisiva para a chegada de recursos federais. Lerner gosta da superfície e Ratinho do subterrâneo, até por adequação do apelido, ora transformado em nome.
Mediação
Diante do clima que o Superintendente da APPA criou em Paranaguá, de conflito permanente com a comunidade portuária, surpreende o fato de estar agora no rumo da conciliação, inclusive com um setor que hostilizava, o TCP, o Terminal de Contêineres, atividade privada que combatia, e isso dá margem a presunções de ganhos compensatórios com a deposição da areia dragada. O fato é que se não sair a dragagem, o porto fecha em janeiro como Congonhas para aviões. Ainda bem que o Instituto de Engenharia pretende mediar o conflito.





