LUIZ GERALDO MAZZA
Usina de factóides
Vem aí outra polêmica como a do transgênicos e do pedágio: o secretário de Transporte anunciou ação do governo estadual contra a União se forem confirmadas as novas praças de pedágio. O plano ''b'' é a criação de uma empresa de ''propósitos especiais'' para concorrer. Usina de factóides como sequela da ''ociosidade nervosa'' de um governo sem projetos e sem obras.
Lulices
Lula diz que apela a Deus quando entra num avião, tanto que o avoca, o que faz dessa relação um ato jurídico, afinal consciência da culpa.
Nervos
Uma guerra de nervos em torno da confiança que a administração portuária, após muita hostilidade, estaria agora concedendo ao Terminal de Contêineres e olhada sob suspeita. Há um setor que coloca a fofoca e o terrorismo acima da prioridade que é tocar a dragagem do terminal e que se irrita com a convergência não apenas da comunidade portuária como da própria cidade com esse objetivo. Paranaguá está num pacau de bico.
Selvageria
O Brasil pode até superar Cuba nas medalhas, mas em selvageria e falta de educação é absoluto nas vaias e na quebra comportamental na invasão de espaços de competição, como se deu no tênis de mesa. Até o Oscar Schmidt, um símbolo, também extrapolou. Causa: falta de cultura poliesportiva.
Folclore
Para caricaturar a mídia, Requião criou o prêmio Severino, aquela cabra da peste flagrado em negociatas. Vários de nós, jornalistas, ganhamos o troféu com sentido pejorativo. Pois agora, antes de viajar, o governador sancionou o projeto do Antonio Belinati que dá cidadania honorária paranaense ao cara. A assessoria tenta justificar e diz que certamente se trata do outro Severino, o Araújo, da Orquestra Tabajara. É o Severino chuncheiro mesmo.
Cantilena
Não dá pra aguentar essa cantilena do Centro Vivo. O centro de Curitiba é hoje um cadáver insepulto ou ainda, para usar metáforas bíblicas, algo muito próximo de um sepulcro caiado. As carnes degradadas, os rios fedorentos longe dos nossos olhos, mas próximos dos narizes.
Vidros
O Palácio das Araucárias é um símbolo: deveria ser o Fórum e teve a obra interrompida ainda no primeiro governo Requião e no segundo foi cortado como um bolo e transformado nisso que lá está. De repente os vidros caíram, tal qual o Caron, que dedicadamente o reconstruiu.





