LUIZ GERALDO MAZZA
Bernardinho, o mito
Transformado em paradigma de liderança e trabalho em equipe, Bernardinho Rezende, o do vôlei, se viu de repente convocado para palestras de motivação. Recentemente decidiu afastar do time o levantador Ricardinho, por fatores de ordem disciplinar, ainda que se trate de jogador tido como o melhor do mundo em sua posição. É preciso ter muita força para uma decisão dessas e o fato em si leva a ponderações sobre se teríamos na gestão brasileira - seja Lula ou o caso provincial de Requião - tanto um, o dispensador, quanto o dispensado.
Não temos nenhum nem outro: os dois times, o do Brasil e o do Paraná, são de terceira divisão. Nos seus quadros não há Ricardinho para servir de exemplo e obviamente não temos um líder sério e respeitado como Bernardinho no comando.
Vide a baderna aérea e a moral e a incompetência generalizada visível na incapacidade para mudar quadros. A saída do ministro da Defesa não inova e a não apuração dos casos de corrupção por aqui revela um dirigente comprometido com o seu quadro de aduladores e áulicos, dos quais é um refém permanente.
Condicionante
Há muito Curitiba é dirigida com a prioridade concedida ao poder econômico. E agora no maior shopping em construção, o do grupo Tacla, há demanda judicial em torno de obras que comprometem propriedades vizinhas e em torno das quais a prefeitura finge neutralidade e nada ter a ver com o assunto, a respeito da construção de trincheira. No Batel, na questão da pracinha, o favorecimento a um shopping e a um novo centro comercial, enquanto persiste a marca da Alameda D.Pedro II, bloqueada pelo condomínio Springfield.
Causa perdida
O secretário de Agricultura, Valter Bianchini, ao querer ajudar o governo no caso da soja geneticamente modificada, acabou confessando que 53% a 54% da nossa lavoura é constituída de produto convencional. Evidenciou a furada em que entrou o governo paranaense, pois quase metade é transgênica. Para piorar 90% do produto no porto é transgênico.
Folclore
O governador tem o poder da ubiquidade: já acumulou a pasta da Segurança sem qualquer resultado prático. Agora é ouvidor também recebendo denúncias, mas que não manda apurar, como se sabe. Vide caso Ceasa e aquele do corretor que o procurou para aplicar a grana da ParanaPrevidência, em troca de 8%, que denunciou no ''Mãos Limpas'' e na ''escolinha'' e não entregou o nome do autor e nem o prendeu. Se verdade, não foi apenas gafe, mas também prevaricação.
Aviões
Paraná e Curitiba figuram como sexto lugar no movimento em aeroportos: em 2004 tivemos 1.851.636 embarques (60.400 internacionais) e 1.905.348 desembarques (69.315 internacionais). Desse total Curitiba ficou com 1.357.848 embarques e 1.428.054 desembarques. Isso dá medida de grandeza do problema, ora agravado com o apagão.





