Lewis e Martin
Há coisas que não dá para separar, como Pelé e Coutinho, Washington e Assis, Stan Laurel e Oliver Hardy (o gordo e o magro) e obviamente a dupla Jerry Lewis e Dean Martin, que abafava nos anos 50. Pois é o que se dá com a dupla Sérgio Botto de Lacerda e Rogério Distéfano. A base aliada do governo - aí incluído o Nelson Justus, sempre de plantão para essas operações como fazia no governo Lerner e, especialmente, no episódio do leilão da Copel (chegou a voltar ao posto de deputado estadual para votar com o rolo compressor comandado pelo seu antecessor Hermas Brandão) - quer que haja depoimentos separados.
Ontem houve nova tentativa e Distéfano foi categórico: só vai em dobradinha com o seu ex-cruzado. Objetivo é claro: condenar Rogério à ''saia-justa'' porque o Botto já se acertou com o governo nomeado para dois conselhos, o da Elejor e o da Copel. Como um amarelou, outro não deseja ficar enrubescido.

Acareação
Argumentos blandiciosos tentaram convencer o procurador Rogério Distéfano da inconveniência da presença dos dois que pareceria uma ''acareação''. Esse boto está com jeito de bagre ensaboado e o Rogério lampeiro como lambari de sanga.

O galo cantou
Cada vez que Pedro negou Cristo, e isso se deu três vezes, o galo cantou. Tantas foram as vezes que os informes do governo sobre as multas foram desmentidos que se os galos cantassem nossos tímpanos estourariam. Um coral do galinheiro. De repente sai um ovo em pé como aquele de Colombo. Saiu ontem.

Meio caminho
Graças à procuradora Josélia Broliani foi possível obter ainda ontem o documento da Secretaria do Tesouro Nacional que libera o Paraná das multas. A Comissão de Assuntos Econômicos pode agora colocar o tema na pauta que ontem tinha nada menos de 16 itens. Meio caminho andado e pode sair ainda hoje uma sessão extraordinária da CAE para examinar o tema.

Folclore
Jornais deram como certa a vitória do Paraná no caso das multas novamente de forma precipitada. Felizmente a marcha dos fatos parece nos favorecer. De manchetes insólitas tivemos a do Estadinho, que deu a morte do Tito com alguns meses de antecedência, e a da Folha da Tarde ''Tensão na fronteira russo-chilena''. Obviamente era chinesa. E aquela do Reynaldo Jardim no ''Correio de Notícias'', que desejou que o laboratório espacial, Skylab, caísse na cabeça do Somoza. Não é pecado mortal colocar desejos em manchete. O governo faz sempre.

Quadros
Maior prova da falta de quadros é o caráter de insubstituíveis que se concede aos auxiliares de um dos governos mais frágeis de nossa história. O governo é refém da mediocridade e também da corrupção que não ousa combater. Império das bravatas, vai representar, junto com a segunda gestão de Lerner, uma perda de mais de três décadas que alguém vai ter que recuperar de 2010 em diante.

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