Olho na previdência
Se há algo de que o Paraná se orgulha é da capitalização havida na ParanáPre-vidência, hoje com quase R$ 5 bi, graças especialmente ao recebimento antecipado dos royalties da Itaipu, feito por Lerner. Pois bem: agora o Estado está com um débito de R$ 600 milhões com a instituição, fato evidenciado na maquiagem das contas do exercício passado. Ora, esse dinheiro, ainda que possa ser restituído em 20 anos como afirma o governo, deve render juros e correção que aumentam o desequilíbrio das contas públicas, em notória crise.
Certa ocasião, Requião, no velho estilo de sempre, disse que alguém de uma corretora teria oferecido vantagens excepcionais por esse capital imenso da previdência. Não deu o nome, não mandou prender o proponente e ficou tudo na base do denuncismo vago. Ora, R$ 620 milhões, só em juros (na base de 1%) dão muito mais do que a alardeada multa do Tesouro Nacional, reduzida a R$ 4,5 milhões, já que atingiriam facilmente R$ 6,2 milhões mensais, sem contar os decorrentes da capitalização. Quanto mais se explicam mais se enrolam.

Mãos limpas
Era de um ridículo atroz ver o governo paranaense, inerte e incompetente no combate à corrupção e ao crime, nominar de ''Mãos Limpas'' a reunião inócua das segundas-feiras. Ora, esse designativo era da operação que varreu da Itália a máfia em meio a muitos mártires (juízes, promotores e policiais) e aqui não passava de mais um cenário para bravatas e que em certos casos jogavam uns contra outros setores do mesmo governo, como se deu com procuradores. Ademais, lavar mãos com a Sanepar dando sopa é contraditório como o é esquecer dos chunchos da Ceasa, como os demais jamais levado às últimas consequências.

Cidadanias
Ao criar problemas nos portos que permitiram a expansão dos catarinenses, Requião se habilitou ao título de cidadão honorário barriga verde. Agora, como não tomou nenhuma providência no preparo de trabalhadores para os 17 mil empregos na Refinaria de Araucária e corremos o risco, por isso mesmo, de a estatal importar trabalhadores da Turquia e da China, é possível que acumule os títulos de cidadania, agora internacional, entre otomanos e chineses.

Folclore
''Quebrei o Banespa, mas elegi o Fleury'', poderia argumentar Quércia. Aqui também o caixa quebrou, mas o candidato foi reeleito. Com o Lerner também houve a perda do Banestado e a adoção do pedágio e também se reelegeu.

Bloqueio
Já se avalia em órgãos municipais o desbloqueio da Alameda D.Pedro II com a remoção das benfeitorias do condomínio ''Springfield'', que atravancaram a via pública. Há estudos também para rever o desalinhamento da Carlos de Carvalho e da Augusto Stelfeld. Mas o desbloqueio mais relevante é o das transferências federais que Requião está retendo por mera retaliação.

mockup