Confronto impossível
A semana vai se iniciar com o pagamento da primeira parcela do 13º por Beto Richa. Quem poderá hoje assegurar que o governo estadual pagará, como nos anos anteriores, a gratificação natalina se não pode sequer fazer vigorar aumentos que concedeu a diversas categorias? Dispêndio com pessoal no município não chega a 35%, o do Estado passa de 50%. Mesmo com o governador atrapalhando a cidade deslancha, transformada em canteiro de obras.

Isonomia
Curiosos os critérios fazendários para o setor de combustíveis: as grandes só pagam o ICMS no mês seguinte, as pequenas diariamente. Há quem veja aí a causa de episódios como os detectados na agência de rendas de Araucária e que deram margem a prisões. É também indução de cartel.

Ex-cidadão
Guido Mantega ia ser cidadão honorário do Paraná por ter adiantado que havia solução para o caso das multas. Agora não vai ser mais porque inclusive exigiu respeito de Requião à Secretaria do Tesouro Nacional, que chamou de cartório do Banco Itaú. A língua é o chicote do traseiro.

Ibope
Não se tem idéia de como estará Requião nas pesquisas em função do isolamento dos últimos tempos. Já Beto Richa teve 33,5% em 9/10 de junho para prefeito da Capital seguido de Rubens Bueno com 8,1; Gleisi Hoffman 5,8; Ratinho Júnior 3,9; Rafael Greca 3,7. O DataCenso ouviu 804 eleitores. Essa é estimulada, o que mostra que a ofensiva de obras do prefeito influi, mas nem tanto.

Farra
O município de Celso Ramos (SC) quer manter a farra do boi com filtro, com menos agressão, mas o Ministério Público ameaça enquadrar.

Confronto
A agência de notícias do governo colocou os gastos de Lerner e de Requião no seu sítio eletrônico, mas o secretário Pisseti, apesar dos dispêndios menores, continua se recusando a dar informações. É a técnica do misturador de vozes: o Estado quebrou e suscita-se o problema das multas; cria-se uma comissão no Legislativo para examinar a conta da propaganda e evita-se instalá-la e o governo mantém a sua versão com a técnica da repetição de Goebbels.

Folclore
O deputado Osmar Serraglio invoca a especificidade da situação paranaense no caso das multas para afastar a hipótese de outros Estados entrarem na onda. E sugere que o Itaú vá atrás dos devedores, esquecendo que tudo decorre de uma resolução senatorial assinada por Requião e Osmar Dias. E já não tem o mesmo espírito investigativo do mensalão. Essa grana toda dos precatórios beneficiou alguém e parece que há empenho em mantê-la na obscuridade.

PAC
Se o Paraná mantivesse o nível de organização do neysmo teríamos o que mostrar agora como projetos no Programa de Aceleração do Crescimento.

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