LUIZ GERALDO MAZZA
Sem moleza
Já se sabe que senadores e deputados federais não darão moleza a Requião no encontro de amanhã. Estão articuladíssimos para cobrar clareza nos acertos com a União e a reunião não terá o estilo da escolinha, acrítico e ufanista. Estão dispostos ao apoio, sem fazer, no entanto, o papel de laranja como nos casos do porto e do pedágio em cima de ideologização e factóides.
Cotas
Na Fórmula 1, a mais radical das competições, não há regime de cotas e vale o critério, agudíssimo, do mérito pessoal, coragem e competência.
Estouro
Estariam de tal forma no vermelho as contas do governo que há falta de mais de R$ 100 milhões para pagamentos de fornecedores e prestadores de serviço. Como se vê mesmo que haja a supressão das multas do Tesouro Nacional e o pagamento de R$ 200 milhões atrasados a crise persiste. A propósito a dívida foi diminuída para R$ 6 milhões mensais, mas o governo oculta o fato e com isso joga o ônus na administração federal, como fez no segundo mandato.
O alarme
Jogando contra Lerner e Lula e tentando justificar a penúria, Requião deve tratar do tema na escolinha hoje para o qual já cooptou até a oposição com o que pretende dividir responsabilidades e dissipar as suas, dominantes.
Fisco e fisgo
No fisco paranaense dificilmente se fisga alguém. O caso do auditor Antonio Augusto Bonilha, que teve prisão preventiva decretada e permaneceu preso por alguns dias e um mês depois foi promovido pelo diretor da Coordenação da Receita, Luis Carlos Vieira, para função gratificada na administração geral, é um desses exemplos. Curioso é que em 12 de março o delegado Marcus Michelotto, da Delegacia de Estelionato e Desvio de Carga, encaminhou ao diretor da Receita, Luis Carlos Vieira, um pedido para que Bonilha prestasse esclarecimentos. No mínimo, se houve denúncias e processo, o pessoal da Corregedoria dormiu no ponto e na prevaricação.
A multa
A Syngenta, por seus advogados, vai pedir o restabelecimento em juízo dos R$ 50 mil diários de multa, independentemente dos R$ 2 mil aplicados ao governador, enquanto persistir a invasão da fazenda. A notificação de Requião deve sair esta semana.
Folclore
O professor Belmiro Valverde comparou o Estado moderno, o brasileiro como referência, a um eunuco, um gigante sem poder de germinar. Dos R$ 19 bi do orçamento estadual menos de 9% serão investimentos e muito mais de 12% servirão para o giro da dívida e dispêndios como o do Banestado. Para o contribuite não é tão eunuco assim. Resta-lhe o conselho da Marta: relaxar e gozar, se isso for possível.
Estafe
Ex-assessores de Requião no plano nacional, Nonato Cruz e Ruy Nogueira, estão rompidos. Nonato dá um pau em Nogueira no Hora H. Quem tem um estafe desses está feliz ou está fuzilado?





