O impulso audaz
Dentre as críticas à mídia, que tenta exorcizar na escolinha, o governador dedicou, ontem, um bom espaço à revista ''Idéias'' em cuja capa do número 65 havia o seguinte título ''Tudo o que Requião não quer que você saiba sobre o escândalo na Sanepar'' e a fotografia do ex-diretor da empresa Rogério Distéfano.
No primeiro governo ele foi entrevistado pelo repórter Hugo Studart, da IstoÉ, e como percebeu que o jornalista estava com uma publicação do Bamerindus não só imaginou como passou a acusá-lo de se prestar a serviço de adversários. Foi uma precipitação também preventiva já que a matéria era favorável ao governador. Isso obrigou o repórter, diante dos ataques de Requião, a publicar uma carta na primeira página dos jornais do Paraná desancando o biografado que tratara tão bem, um caso de justiça poética.
A repercussão da entrevista de Distéfano foi intensa em todos os circuitos políticos, mas há confiança de que no seu depoimento ao legislativo não faça como o ocorrido com o procurador Luis Henrique Bona Turra e mostre que tem mais bala na agulha.

Trágico
Num dos momentos da entrevista Rogério Distéfano disse que o governo é trágico e isso porque não tem projetos e muito menos coordenação. ''Não há preocupação mínima com a regularidade das coisas''. E mais: ''As pessoas são escolhidas para os cargos devido a vínculos de amizade ou a outro tipo de interesse e não devido à qualificação''.

Amarelou e/ou azulou
Na Comissão de Agricultura da Câmara Federal ontem ficou claro que a Antaq, a Agência de Transportes Aquaviários, mudou de posição em relação ao porto de Paranaguá, acha que está tudo bem e prometeu ''oxigenar'' o Conselho da Autoridade Portuária. Isso já estava bem visível quando da visita do dirigente da Antaq. Não é o que pensam os operadores, o TC da União e muito menos exportadores e a Capitania dos Portos com a qual há seguidas trombadas.

Folclore
Quem diria: a Albânia, depois da lavagem cerebral do comunismo jurássico, foi o país que rendeu as maiores homenagens a Bush. Só que ele se descuidou e lhe afanaram o relógio. Ah, esse farol dos Balcans! Até parece uma cena brasileira.

Chavismo
Não dá para confundir chavismo, suposta identificação com o bufão de Caracas, com xaveco e xavecagem, ações comuns por aqui.

Custo
Cada vereador custa R$ 38,57 por ano ao curitibano, mais do que os R$ 22,10 por deputado estadual a cada paranaense. Chamá-los de caríssimos é justo.

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