O irmão do presidente
A última operação da Polícia Federal chegou no irmão do presidente Lula. Já houve anteriormente a referência aos negócios do filho Lulinha. Se tivéssemos hoje, como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart enfrentaram a oratória vulcânica de Carlos Lacerda, alguém daquele porte, certamente as coisas não ficariam nessa malemolência. A PF merece elogios, mas é preciso terminar bem esses inquéritos, ainda até com mais espetáculo desde que cheguem aos ''finalmente'', como falava Odorico Paraguaçu. ''Considerando'' demais.

Contas
Já que o situacionismo municipal na Câmara quer desaprovar contas do Rafael Greca, a oposição, se é que existe, deveria brigar para que as contas da Urbs de 97 e 98, também vetadas pelo TC, fossem apreciadas.

Realejo
Requião na ''escolinha'' é um realejo com a mesma e insossa pregação quatro e meio anos depois: pedágio, transgênicos, a multa do Tesouro Nacional, o porto melhor do mundo e a mídia querendo chantageá-lo. Desvios internos ficam só na ameaça de processamento, revelando-se que Requião é refém da mediocridade, entra em pane quando deve afastar alguém.

Ausência
Ausente da escolinha, já pela terceira vez, Ali Mohamad Zeaiter, apelidado de ''Ali Passa Contêiner'', muito ligado à administração portuária, e que desde o fim da semana passada está guardado na Polícia Federal. Já foi condenado pela justiça estadual e agora a bronca é em outro patamar.

Amarelo
Stephanes Júnior recebeu apenas o cartão amarelo do PMDB e vai se enquadrar. Mas quem amarela é o governo quando pedem esclarecimentos sobre a Ceasa e as razões pelas quais a turma do Pessuti foi de lá defenestrada.

Fiel
Cão que apenas rosna, mas não morde, não é um bom exemplo de guarda.

Folclore
O que é pior: ter algum dependente pago por uma empreiteira ou um lobista ou valer-se de recurso público do Legislativo para pagar empregada doméstica? Essa questão está no cerne daquele procedimento da justiça federal contra o Nereu Moura e o Romanelli que favorecia Elza Chrispin Calixto, de prendas domésticas na casa do governador.
A metáfora do ''atire a primeira pedra'' deveria conter os políticos.

Humanidade
Embora com decisão favorável da 5 Vara da Fazenda Pública para que o governo he forneça os remédios indispensáveis, uma paciente de câncer está já há 22 dias sem atendimento. Devem existir dezenas de casos semelhantes.

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