Horizonte cinzento
O processo relativo à desocupação da fazenda da Syngenta, que já firmou o princípio de que o decreto desapropriatório é ilegal, está na 17 Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Em contra-razões à liminar que atribuía à Comarca de Cascavel a competência para examinar a demanda, a Syngenta pleiteia o reconhecimento da decisão da 4 Vara da Fazenda, que dava 15 dias ao governo para abandonar a área e restabelecia a multa diária de R$ 50 mil.
É apenas parte do imenso passivo judicial que está por vir. Futuro cinzento.

Albânia
Embora não miserável como a Albânia por sua produção petrolífera, a Venezuela tende a repetir com Chávez a bufoneria de Enver Hodja. Blefar com petróleo dá mais resultado, mas não reduz a dimensão do caudilho populista e nem reduz os estragos na economia daquele país, visíveis na inflação descontrolada.

Novela
Stephanes Júnior, alvo da caça às bruxas, promete endurecer a resistência, se o PMDB expulsá-lo, levando a questão ao Judiciário. Chamam-no os áulicos de camaleão, esquecendo que o fascismo tem mil faces e essa de perseguir e intimidar é uma delas.

Pecados
Dos pecados capitais, existentes em Lerner, o que mais o coloca sob risco, a despeito de aparências em contrário, é o da gula. E pouco adianta o alerta dos seus médicos, pois a compulsão é pantagruélica. Tirar sobremesa é pouco.

Vocação
A carta de Luis Dernizo Caron, pedindo exoneração, atribui qualidades perto do divinatório para seu ídolo maior, Requião. Vai muito além da humilhação sofrida no dia em que o governador o desancou na frente da esposa e em público. Daí, talvez, o inconformismo do filho e a consequência natural das cartas, a última das quais a gota que transbordou o cálice. E gerou o cale-se.

Prisões
De tudo o que tem havido no Brasil quem está preso há mais tempo, fora o ex-deputado Hildebrando Paschoal, aquele acreano que matava adversários com a motosserra, é o araponga da Casa Civil de Requião, Delcio Rasera. Não dá, nem de longe, para comparar escuta telefônica com outros delitos acumulados.

Folclore
O vice-governador (que tem aquele problema da Ceasa e dissimula dele não tomar conhecimento) defende a tese de que a Comissão de Investigação criada no Legislativo deve ver os gastos com propaganda de todos os governos, incluindo os dois de Requião e mais esse terceiro que mal começa e parece estar no fim.
Imagine-se se a investigação fosse sobre o ocorrido na Ceasa o que diria.

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