'Chavizmo', aqui não!
Em Londrina a situação da insegurança chegou a tal ponto que os dirigentes do Conselho Comunitário acham que a saída é a população organizar-se, já que há mais de 25 anos o papo oficial é o de que haverá reforços nos efetivos e novos equipamentos, manobras escapistas que se revelam inócuas e, o mais das vezes, não se consumam. Obviamente o poder de polícia é indelegável, a não ser para o bufão venezuelano Chávez que autorizou milícias nos bairros mais violentos de Caracas. Pelo menos nesse ponto o governador não concorda com o seu ídolo.
Londrina não é permeável como Curitiba e o demonstrou quando provocou aquela intervenção na Rede Globo pela cobertura que dava ao prefeito no momento em que a sociedade exigia apuração das irregularidades que levaram à cassação de Belinati. Esse abandono teve resposta política nas eleições e haverá mais. A cidade elegeu prefeitos (Richa, Wilson Moreira) no regime militar e não mudou.

Cartas derrubam
Que vá lá que a Carta Testamento de Getúlio em 1954 derrotasse a oposição e a Carta Brandi falsa ameaçasse a dobradinha JK-Goulart, mas esperar que a carta (a segunda) do filho de Luis Dernizo Caron derrubasse o pai só no Paraná para mostrar a nossa mediocridade política. Enquanto isso tenta-se, de todos os modos, esquecer os aditivos da Sanepar, do setor de Obras e os chunchos da Secretaria do Trabalho e os dispêndios com a mídia.

Negociação
Requião falou com Stephanes pai por causa do filho e do seu voto. Um acerto a caminho. Ratificação da nossa pequenez. O nanismo é nosso, indelegável.

Retórica
Como diz o Alvaro Dias: ''Eles osculam o azorrague que os vergasta!''
Servia para a ditadura militar e também para essa de supostos civis.

Folclore
Adversários de Requião difundiram que o ministro suicida japonês esteve com ele dois dias antes: o fato é que, mal chegou, já caiu um secretário. Se todos que foram maltratados pedissem demissão acabava o governo. Há essa advertência sensata no pedido de exoneração do Caron, ainda que tardio.

Segurança
Se o próprio Delazari não sabe se fica secretário ou se não sai do MP - e se faz disso como notícia mais importante do que a escalada da violência - dá para imaginar quando se dará importância à segurança.

Promessas
Numa viagem à China, o governador disse que iria instalar cursos de mandarim e quando esteve outra vez na França prometeu trazer técnicos em queijos daquele país.

Submissão
A carta do Caron ao governador prova que há submissões missionárias e que ultrapassam qualquer medida de contenção. Só falta agora o governador não aceitá-la para completar a opereta em que vivemos.

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