A emulação necessária
Embora o PMDB no poder mereça que se use contra ele o que faz com seus adversários, a melhor via, quando o parlamento empaca na questão de número (que é também de caráter), é ir ao Ministério Público e ao Judiciário. Como fez o deputado Ney Leprevost ao inquirir o MP sobre a questão dos remédios negada pelo Executivo e receber a resposta de que só no mês de maio há três procedimentos nessa direção. É melhor isso do que reunir, como num pátio de milagres, doentes de várias moléstias expondo seus males e chagas e pedindo atenção do governo. Embora isso fosse da marca PMDB, a saída é civilizada.

Renan
Tudo bem: o Renan Calheiros fez a sua defesa e foi muito aplaudido. A apuração fica por aí e dentro em pouco se passa um mata-borrão em tudo e a nódoa some como já se deu com o mensalão e os sanguessugas.

Diarista
Por sinal que há um equívoco em chamar de mensaleiros os corruptos. A maior parte deles é de diaristas, embora haja semanários e quinzenários.

Semântica
Quando se diz que alguém é benquisto, urge ver se não é um ''bom quisto''.

Mocinho
Há ''mocinho'' nessas trocas de denúncias no interior do governo local e do nacional, e também nas do futebol paranaense, ou será difícil apontar como tal o eventual vencedor, como se dá na política e nas guerras?

Folclore
Dois jornalistas da velha guarda foram ver o clássico do cinema com Ray Miland ''Farrapo Humano'', que trata com profundo realismo do drama de um alcoólatra. Saem arrassados e um deles faz o comentário ''pessoas que bebem como nós dois chegam a uma conclusão fácil'' e, depois de uma pausa, acrescenta ''o negócio é não ir mais ao cinema''.

Novidade
Os senadores José Sarney e Renan Calheiros indicam o sucessor de Silas Rondeau, apesar de toda algaravia. O país está em catatonia.

Abraço
Frase do Onaireves Moura: ''Eu caio, mas levo o Petraglia junto''. Como os políticos, já foram aliados. Provavelmente um embate desinteressado. Como é que pode o Onaireves ter tanto poder? Pergunta vale para os senadores.

Simetria
Prefeituras controlam tanto o setor de alvarás quanto os governos a polícia.

Batel
Se estivéssemos em campanha eleitoral, o artigo da Gleisi Hoffmann em que se recusa a aceitar o predomínio das razões de engenharia de tráfego sobre a cidade (ainda o caso da pracinha do Batel rachada ao meio) lhe daria um gol. Um para ela, zero para Beto Richa. Ela só corre riscos se vier com aquele papo de ''Curitiba gente'' que derrotou seu correligionário Vanhoni. Como esse tal de ''Cidade da Gente'' que dá prioridade a automóveis é contradição em termos. Nos dois casos ''gente'' vira objeto e não sujeito, como deveria ser.

mockup