LUIZ GERALDO MAZZA
Romário e o governo
Já saturou tanta badalação em torno do milésimo gol do Romário. A angústia que cercou a espera já era de uma chatice monumental. Nem o gênio do suspense geraria tal quadro, que derrubou o Vasco no Carioca e no Brasileiro.
Pois agora estamos abertos a uma outra expectativa: quando finalmente Requião mandará apurar e punir as inúmeras irregularidades, aliás denunciadas no âmbito interno, do seu governo? Quem sabe se esclarecer o caso da Ceasa e os seus desdobramentos passe a providenciar ao menos uma justificativa para os eventos da Sanepar e seus aditivos contratuais, bem como os da área de Obras e os desvios de conduta da Secretaria do Trabalho.
Como ele dizia dos adversários: você puxa um caranguejo da sacola e vem dez, um grudado no outro. Cada enxadada dez minhocas.
Escolinha
''Escolinha'' civilizada e técnica, como se viu, não tem graça.
Elogio
Estranho elogio ao Terminal de Contêineres na agência oficial de notícias, quando há sete anos Requião queria romper o contrato e detoná-lo. Hoje é o fator, um dos poucos, de equilíbrio por causa da exportação de automóveis e peças de altíssimo valor agregado bem superior aos granéis.
Esgoto
Não é apenas o Legislativo que lança seus esgotos no rio Belém. Segundo a Sanepar, o Palácio Iguaçu também faz o mesmo. Aliás, se igualam não apenas, portanto, nessas sujidades. Iguais em tráfico de influências e de efluentes.
Grampo
Voltou o ciclo dos grampos no governo estadual. Imaginem se o Rasera está solto. É apropriado porque todas as denúncias foram intestinas.
Folclore
O mistério que cerca essa excursão, de pura curtição ao exterior, ao Japão levou a oposição a chamá-la de ''trem-bala da alegria''. É tão rápido e cabe tanta gente que não vai dar para saber quantos são, quem são e que destino visam. E o incrível é que o Paraná continuará sendo um oásis da austeridade para efeitos externos, enquanto esses informes são todos em linguagem cifrada.
Gente
Gleisi Hoffmann entrou no debate sobre a pracinha do Batel. E disse que não se pode colocar a engenharia de tráfego acima da humanização. Se ela vier com o mesmo papo de ''priorizar gente'' do Ângelo Vanhoni pode se dar mal, como aconteceu por duas vezes e em quatro turnos.
Mistério
Um mistério no Ministério Público: age em Londrina com firmeza no caso da exploração dos radares e em Curitiba não. Da mesma forma no nepotismo endurece no interior e é tolerante na Capital, especialmente em relação ao Executivo.





