Fim do bom humor
Há quem diga que a melhor dimensão de Requião era a sua abertura para o humor bem feito, sem crueldade, como é marca das expansões de agora. Há várias sacadas boas, como a perfídia que pregou em Waldyr Pugliesi no andamento da campanha eleitoral, anos passados. É que o araponguense nos discursos repetia que era desde cedo um homem do trabalho e que despertava com o sino da matriz marcando cinco da manhã. Repetiu tantas vezes o arapongado refrão que Requião não resistiu e o acordou às cinco da manhã pelo telefone com o bimbalhar dos sinos. Isso não intimidou o bravo orador e que no mesmo dia repetiu a estória. Aí Requião lhe tomou o microfone para dizer que era uma verdade que ele próprio naquele mesmo dia testemunhara. O humor de agora é maldoso, que fere e oprime o caricaturado.

Crise
A dificuldade na aprovação da mensagem de reajuste do funcionalismo é mais uma prova da crise financeira já detectada, com a máxima clareza, no balanço de 2006 e que foi submetida a uma toalete que transformou recursos a receber em dinheiro em caixa. Não apenas os valores percentuais, mas também a não
indicação da data de vigência e a hipótese de parcelamento deixam tudo claro.
Enfim, o barco está fazendo água.

Itapoá
A construção do porto de Itapoá entrou na fase executiva: casas que já foram devidamente indenizadas estão sendo removidas, inclusive na retro-área. Lá em Santa Catarina a questão portuária é séria e a iniciativa privada investe R$ 1,6 bi, enquanto aqui se promete obras, com novas licitações, referidas desde 2003 e que jamais foram tocadas.

Delazari
Embora se disponha a aguardar o julgamento do seu mandado de segurança, Luiz Fernando Delazari, secretário de Segurança, já sabe, em função do julgado do Espírito Santo, que não há a mínima esperança de continuar acumulando como promotor licenciado cargo no Executivo. Vai, no entanto, na semana entrante, anunciar o seu rumo, provavelmente o de permanecer na pasta.

Arrocho
Numa das proclamações televisivas Requião afirmou que entregava a 500 mil carteira de trabalho em Ponta Grossa. Ao longo dos quatro anos do período tivemos um saldo de postos de 343.788. Assim nem juntando todos os empregos de 2003 a 2006 chegar-se-ia ao número apontado. Um fato que o delegado Geraldo Seratiuk, da DRT, vinha chamando atenção era justamente o da perda dos empregos de mais de dois salários mínimos, a rotatividade e o fato de os que ganham mais de dois mínimos terem sido as vítimas do desemprego. Em 2003 houve -30.415 trabalhadores com mais de dois mínimos que perderam espaço, em 2004 -15.963 ®MD77¯a menor baixa do quadriênio, em 2005 -28.009 e em 2006 -20.619.


Folclore
Numa greve de professores e numa das cidades mais agitadas, Ponta Grossa, Paulo Pimentel governador entrou na assembléia e passou a discutir com os grevistas. Daria para fazer isso nos dias de hoje?

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