O caranguejo e a minhoca

Um dos ditos que Requião usa contra adversários é que suas ações lembravam a retirada de caranguejos de um saco: numa puxada vinham dez de uma só vez. Agora, nesse quadrimestre, o mais tempestuoso de início de gestão no Paraná em toda sua história, à cada enxadada sai um minhocal, nunca uma só minhoca.
Ora é a Sanepar, ora a Copel (a denúncia contra licitações que favoreceram o grupo Paulo Pimentel), o setor de Obras e de Habitação, Detran, Polícia Militar e assim por diante. Nenhuma dessas denúncias foi iniciativa da brava oposição, mas decorrência de guerra intestina em alguns casos com a adoção do policiamento interno, uso de ''grampos'' e polícia como no havido na Ceasa, episódio que constrangia o vice governador, Orlando Pessuti, agora premiado com a nova modalidade de controle interno.
É assim: basta uma investigação mínima e temos caranguejada e minhocal.



O convencimento

Num momento em que o governador se mostra isolado e com irritabilidade à flor da pele, fica patente que há a crença, ingênua como aquela idéia de estudante que nos seus ''aparelhos'' acha que está mudando a realidade, de que a TV Educativa é suficiente para a tarefa de comunicação. Como há mais gente na subserviência do que disposta a exercício crítico, dá a impressão de que isso é suficiente para falar com o público. É um equívoco. A Educativa, em termos de audiência, lembra exame de urina com a predominância de traços.



Ainda números

O Paraguai, que brigou muito para ter o primeiro porto livre em Paranaguá, cedeu suas instalações para a DN e depois a AGPL e agora a Centro Sul que ano passado ficou com 21º da movimentação do porto ou seja 2 milhões e 833 mil toneladas. A oposição paraguaia vai questionar essa transferência. É o porto de Paranaguá: cada gaveta aberta salta um boneco de mola.



Agrafismo

O Brasil é ágrafo: lê-se pouco tanto jornais como revistas e livros. Dos 79 veículos que aparecem no IVC de março o total é de 3 milhões e 916 mil e 278 exemplares. Só o Assai Shimbum do Japão tira 17 milhões por dia. O Extra, da Globo, passou ao primeiro lugar com 337.965 contra 301.763 da Folha de S.Paulo e o que surpreende em circulação e hábito é o Rio Grande do Sul com três jornais entre os dez primeiros da listagem.



Folclore

A asnice tomou conta de Foz do Iguaçu: os fundamentalistas argumentam que a taxa de criminalidade ali, uma das maiores do Brasil, se deve ao nome da Garganta do Diabo. Nem toda aquela água caindo na cabeça dessa gente a levaria à lucidez. Que falta que faz o Stanislau Ponte Preta.

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