Tecnocracia e política

No regime militar criou-se um divisor de águas, falso como sempre e com um sentido maniqueísta, entre políticos e tecnocratas, aqueles o símbolo do bem e esses o do mal. Pois ontem, embora Stênio Jacob seja mais político do que alguém com formação técnica, preferiu que uma técnica, num assunto já por demais politizado, defendesse os pontos de vista da Sanepar. Pegou mal, após o pronunciamento do presidente do Conselho da empresa, Pedro Henrique Xavier, que aprofundou seu voto vencido num libelo acusatório.
É uma nódoa pesada que nem água tratada e superfaturada remove.

Contundência

Deputado de estilo tão rústico que o apelidam de Requião sem ginásio.

Pode?

Dirigente de órgão estadual pode comprar apartamento de R$ 3 milhões? Essa era um das perplexidades maledicentes anteontem na Boca Maldita.

Subsídio

Baixou bastante o nível de subsídio do transporte coletivo com os R$ 0,10 de reajuste, mas ainda falta a metade para fechar a conta e deixá-la redonda. O município pode remanejar até 12% do orçamento: não há mágica.

Metrô

Uma boa pauta para jornalismo urbano: quanto já se despendeu em estudos, pré-projetos, consultorias, maquetes em cima de novos modais de transporte? Há no IPPUC uma bienal dessa fonte inesgotável de criatividade. Recentemente mais de R$ 4 milhões foram drenados para o metrô. Se botarmos aí os bondes, o leve e o pesado, o trólebus, o trem urbano e o metrô a fortuna não é pequena. É método demais no que aparenta loucura.

Desequilíbrio

Além de sinais como a taxa baixíssima de reajustes de funcionários (17,2% parcelado para o pessoal da rede de ensino e de 6% para os das universidades), a prensa do governador na secretaria do Tesouro Nacional para livrar-se da multa de R$ 10 mi mensais, mais a recuperação dos R$ 180 mi já pagos, temos agora anúncio da nova Procuradora do Estado de priorizar cobrança da Dívida Pública, daí o cerco também na prefeitura da Capital por causa do ICMS da Cidade Industrial, o que ganha o combustível da briga política. O caixa estadual está no vermelho.

Folclore

Um editorialista do ''Estadinho'' escreveu ''Dinheiro não é capim''. Bastou isso para que o topógrafo e escritor Coelho Júnior, ligado em forrageiras, fizesse a réplica ''Capim é dinheiro''. No dia de receber o vale, a perfídia: ao abrir o envelope o jornalista encontrou-o cheio de capim. Obra do João Baptista Moraes, grande gozador. Esse espírito sumiu dos jornais.

Aditivos

O governo já verificou a frequência de aditivos na área dos transportes? Aliás são comuns também no município: o da Consilux, dos radares, como o da Constran na locação de automóveis, são comuníssimos. Aditivo é forma ''a posteriori'' de tirar a eficácia das licitações ou ratificá-las.

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