Um front de risco

Com o reajuste das tarifas dos ônibus pode-se esperar alguma aprontada do
Palácio Iguaçu, como a de 2004, quando Taniguchi simplesmente rompeu com a área metropolitana para responder à provocação. Como perde na eficiência, o governo acumulará mais essa se insistir na sabotagem, quando sabe que o usuário de Curitiba é que subsidia a passagem do seu irmão metropolitano.


Preso político

Amigos do policial Délcio Razera o consideram um preso político abandonado pelos que ajudou, vítima de profunda deslealdade. Nenhum do ''mensalão'', dos dólares na cueca, ficou preso tanto tempo.


Cabreirice

A cábrea flutuante ''Amazonas'' tinha sofrido avarias e sumido no porto de Paranaguá. Deixou gente cabreira e dizem que agora uma tão gêmea como a Thais e a Paula da novela ''Paraíso Tropical'' apareceu. É um dos mistérios que se soma a alimentação compulsiva de pombos atrás de resíduos há tantos anos.


Folclore

Essa tolice levantada em Foz do Iguaçu (já se pretendeu também trocar esse sufixo por dois esses e u) de mudar o nome da Garganta do Diabo (que aliás é o ente mais exorcizado e referido pelos religiosos interessados na alteração) lembra conceitos da cultura polinésica: para superar o ''tabu'' de que palavras maléficas contaminam pessoas e o ambiente criaram ''nôa'', uma forma de neutralizar a magia negativa. No nosso dia-a-dia dá para percebê-lo quando alguém em lugar de nominar uma doença usa a expressão ''incurável'' ou ''insidiosa'' e ao diabo e demônio se apoda de cramulhão, coisa ruim, tinhoso, o cão. Até no código médico classificam CA para câncer, TB tuberculose.
O inconsciente coletivo tem seu lado multifacetado, elegante e pedante.


Código

Há ''mauricinhos'' e ''maurições'' na política, estes mandam demais. Dos Maurícios um que vale a pena lembrar é o Fruet, quase tão bom, mas muito mais engraçado, quanto o filho, nosso melhor parlamenta

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