LUIZ GERALDO MAZZA
A resposta
Quando há uma resposta às ações do governador, como no caso dos remédios, ou naquele outro quando a família Richa divulgou carta aberta contestando a história dos R$ 10 milhões para a DM (assunto ontem ainda alvo de audiência no processo de Cila Schulmann contra Requião), a sociedade se mostra viva e não cordata e catatônica como nas ordens fascistas. A reação dos portadores do mal de Parkinson é um sinal bem claro de que despertamos, embora ainda em sonambulismo.
Passeata
Em planejamento nova passeata, agora não apenas de parkinsonianos, ao Palácio Iguaçu, abrangendo a totalidade dos prejudicados com a falta de remédios em função das medidas do governo estadual. O município que trate também de avaliar melhor o número dos prejudicados, dentre os quais transplantados.
Quebra
Evidências de que a situação financeira do governo é crítica se acentuaram com a cobrança do ICMS da Curitiba S/A e na insistência às vezes nervosa com que se tenta anular a multa dos R$ 10 milhões mensais e cobrar atrasados. Mas apesar de tudo não há o menor esforço para reduzir despesas de custeio.
Agrarismo
Um dos maiores pensadores da esquerda brasileira, Ignácio Rangel, anos 60, desmistificou a fantasia de que a reforma agrária adensasse o mercado interno como se pensava. O capitalismo no campo deu respostas claras com a expansão do agronegócio e a geração de empregos, fato verificado no Paraná, onde esse fator é dominante na oferta de vagas no interior. A reforma agrária é forte sob o ponto de vista social, mas negativa e frágil no econômico.
Folclore
Quando tínhamos Legislativo e com talento, a oposição convocou o secretário da Fazenda, Eugênio José de Souza, no governo Munhoz da Rocha, confiando que a simplicidade do guarda-livros antoninense facilitasse as ações de deputados como Accioly Filho e Hélio Setti (há alguém hoje desse nível?). Pois Genico, que estava longe da titularidade acadêmica de um Heron Arzua, deu um banho em regra na oposição. O temor pânico das convocações, pois, não se justifica.
Ainda o porto
O governo dá continuidade à ofensiva para melhorar a imagem do porto, como fez ontem. Só que enquanto isso nosso vizinho catarina investe (dinheiro privado não dos cofres raspados públicos) R$ 1,36 bi no seu complexo: R$ 423 mi em Navegantes, R$ 300 mi em Itapoá, R$ 370 mi em Imbituba, R$ 167 mil em São Francisco e mais R$ 100 mi em Itajaí. Como a operação é em contêineres e a linha de produtos industrializados há maior valor agregado.





