LUIZ GERALDO MAZZA
Doença do Requião
É possível que hoje, com toda carga, o governador domine, como sempre, a sessão da ''escolinha'' e que devolva aos paranaenses a satisfação de vê-lo saudável, ainda que truculento como sempre. Pressão alta, infecção urinária ou problemas correlatos e adequados à idade podem explicar a patologia que o acometeu. Quando Parigot de Souza, então no governo, estava minado pelo câncer, sua equipe o obrigou a ir à Boca Maldita para conter a especulação de jornal de que seus parentes estariam assinando os atos oficiais. Foi constrangedor ver aquela figura, um dos raros estadistas da nossa história, de tão magro, quase empurrado pelo vento, confraternizando nos cafés.
Mesmo que Requião repita grosserias, teremos a certeza de que está bem. A sociedade deve preferir, democraticamente, enfrentá-lo com saúde.
Corsarismo
Além de se constituirem no setor mais lucrativo do país, os bancos querem dar um beiço nos poupadores que têm direito a ajustes nas suas contas em função dos planos Bresser e Verão. Dificultam de todas as formas o recebimento e propõem acordos leoninos, sabendo que essas pessoas terão seus direitos limitados até maio deste ano. Dos dois trilhões a pagar despendem a metade.
Revés esperado
Dificilmente o Tribunal de Justiça deixará de acolher as razões da Syngenta, multinacional que teve sua fazenda experimental invadida pela Via Campesina. Quanto mais demorar a decisão, pior para o governo que terá de pagar R$ 50 mil diários enquanto persistir a ocupação e que pode ser entendida como vigente desde o ano passado, época da decisão e da multa.
Botto urgente
Essas situações levam Requião a pretender o retorno, negociado, do procurador Sérgio Botto de Lacerda. Maria Marta, secretária de Administração, se encontra assoberbada com assuntos de rotina como a mobilização dos professores que em princípio decidiram pela greve quando não há recursos para qualquer reajuste.
Caso Syngenta deve ser julgado pelo Órgão Especial na segunda quinzena.
Diário
Anunciaram, precipitadamente, a refundação do ''Diário do Paraná'' em transa entre o proprietário do título e o genro de Paulo Pimentel, Luis Mussi, e em seguida entre esse e o advogado Bertoldo. Enquanto isso os ex-jornalistas do primeiro jornal da cadeia associada marcam seu jantar comemorativo lá no Cascatinha para essa quarta-feira, amanhã, em momento de nostalgia.
Folclore
O velho Fogiatto, fotógrafo oficial, está em São Mateus do Sul nas formações do xisto pirobetuminoso que o Paraná defendia como sediação da usina protótipo e na busca do melhor ângulo para focar autoridades recua demais e acaba rolando abismo abaixo. Retorna, tirando a poeira, e como sempre clicando com a habitual competência como se nada tivesse ocorrido.





