O passivo jurídico
É a parte visível do ''iceberg'': a 17 Câmara Cível do Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo contra a multa de R$ 50 mil diários na hipótese da persistência da invasão da fazenda da Syngenta. A decisão, sujeita a recurso, restabelece a sanção monetária e deixa o governo e a Via Campesina, invasora, num beco sem saída. Isso porque o decreto da desapropriação, a posteriori, feito para contornar o cumprimento da decisão judicial, foi derrubado em decisão liminar cujo mérito deve ser apreciado em abril pelo Órgão Especial.
É um dos sinais fortes do passivo jurídico já alertado por especialistas nas áreas do Direito Público. E o guerreiro Botto de Lacerda tirou o time.

Infração maior
Com um pouco de radicalismo o caso da Syngenta pode ser visto como uma clara tentativa de impedimento do livre funcionamento dos poderes, já que a manobra do decreto expropriatório, por desvio de finalidade, visou neutralizar uma decisão judicial.

Pop
Beto Richa é pop, não popular: gosta de kart, carro de corrida e moto. Requião adora cavalgar, o que não o impede de escoicear.

Coragem
O governador teria coragem de ir a uma assembléia de professores mobilizada para pedir aumento? Paulo Pimentel teve: foi numa no mais agitado dos centros da mobilização em Ponta Grossa e ganhou o respeito do magistério nos anos 60.

Saturação
A APP vem com tudo: marcou assembléias, ordinárias e extraordinárias, para os dias 23 e 24 em todos os núcleos do Estado. Querem aumento e/ou greve. Governo entra num ciclo difícil, mas pode virar uma era. Que tal alguém do governo dar uma de Pimentel e enfrentar os rebelados no ''olho do furacão''?

Multa
O caixa do governo não está folgado, mas a vitória obtida nas multas de R$ 10 milhões por mês da secretaria do Tesouro e a promesssa de pagar atrasados de R$ 100 milhões pode virar argumento de professores e outras categorias para contestar a alegada situação de infringência da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que é bom para promover pode ser ruim nos ônus.

Folclore
Atletiba no ''Orestes Thá'', Vila Guaíra: Atlético sai na frente com 4 a 0. O coxa tem dois jogadores expulsos e assim mesmo empata. O rubro-negro só fazia gol com a bola amarela e o Coritiba com a vermelha. A superstição toma conta do jogo: os dois times lançam a bola azarenta para fora do estádio. Alegria dos piás dos bairros próximos que devolvendo a bola na entrada tinham direito a assistir o jogo maluquíssimo. O empate se deu por causa da bola fetiche.

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