LUIZ GERALDO MAZZA
Outra vez?
Reinhold Stephanes na Agricultura tem tudo a ver: tem currículo denso e folha corrida zerada. Já esteve na área como secretário do ministério, dirigindo o Incra, a pasta estadual da Agricultura (em que se saiu extraordinariamente bem) e tem sido o paranaense que mais vezes exerceu funções federais em ministérios e autarquias. Se for escolhido, pela quarta vez chegamos lá: a primeira com Munhoz da Rocha, a segunda com Ivo Arzua, a terceira com Zé Eduardo. É um gestor público categorizado e apesar da missão espinhosa tem tudo para acertar.
Sub missão
A missão da equipe, quando menor, é uma sub missão e em seguida submissão.
É o caso do governo estadual e o de Curitiba que aí se igualam.
Dissimulação
Em ordens autocráticas como a nossa se é difícil a fronteira entre submisão e lealdade também se torna complicado distinguir o recuo constrangido da pusilanimidade. O pior é que o covarde engajado se acredita um Chê Guevara.
Robin Hood
Beto Richa tirou dos ricos, dele mesmo, a pretexto de ajudar os pobres. Não há como deixar de perceber que a prestidigitação é a arte-chave da política.
Pimentel
Requião desceu o pau no Paulo Pimentel na ''escolinha''. Paulo é aquele que reagiu ao regime militar que invadia seus veículos e lhe tomou a programação da Rede Globo. Hoje, porém, não pode reagir porque se o fizer sugerirá que a TV Educativa (argh!) tem audiência, o que acaba sendo um gol contra.
Folclore
O slogan, do tempo em que havia eficácia na intervenção do Estado, ''Paraná, terra de todos nós'', é agora vertido em ''Paraná, terra de todos os nós''.
E que nós cegos, normalmente criados pelos governos!
Eureka
Está nítida a causa dos transbordamentos do governador: não se conforma, e jamais o fará, com a sua vitória eleitoral apertada e busca os culpados, às vezes, nas próprias trincheiras. É tema para divã de psicanalista.
Emulação
Essa disputa entre Beto Richa e Requião deveria levar a uma avaliação do desempenho institucional da prefeitura e governo estadual e aí Curitiba dá um banho hoje, ontem e amanhã. Leva a vantagem de ter uma estrutura de gestão mais enxuta e ágil, sistemas de controle que permitem, por exemplo, manter o dispêndio com pessoal em menos de 40% da receita, sustentar uma base maior de investimentos e mostrar eficiência em saúde e educação, o que não se dá com a administração estadual. Agora em frases de efeito o governo dá um banho.





